REPERCUSSÃO DO MEDO DE CAIR NOS ASPECTOS FÍSICO-FUNCIONAIS E QUEDAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS: ESTUDO LONGITUDINAL

Ana Carolina Carvalho Ferreira, Julia Emiko Fleming Uchida, Abdias Fernando Simon Sales, Sheila de Melo Borges

Resumo

Com o objetivo de avaliar as repercussões do medo de cair nos aspectos físico-funcionais e na ocorrência de quedas ao longo de 12 meses em idosos institucionalizados foi realizado um estudo longitudinal prospectivo com 16 idosos residentes de uma instituição de longa permanência na cidade de Santos/SP, divididos em Grupo Estudo (GE) e Grupo Controle (GC), referente aos idosos que relataram e não relataram medo de cair, respectivamente. Os idosos foram avaliados em 2012 (T1) e reavaliados após 12 meses, em 2013 (T2), por meio de um questionário contendo informações sociodemográficas e de condições de saúde para caracterização da amostra, bem como informações sobre medo de cair e quedas, e avaliação física e funcional pelos testes: Timed Up and Go (TUG), Short Physical Performance Battery (SPPB) total (SPPBt) e seus subdomínios equilíbrio (SPPBe), marcha (SPPBm) e força de membros inferiores (SPPBf), e Medida de Independência Funcional (MIF). Foi possível observar diferença significativa na execução do TUG ao longo dos 12 meses em ambos os grupos, com média de 17,3±5,4 (T1) e 27,5±20,9 (T2) segundos no GE (p=0,021); e média de 16,4±8,17 (T1) e 20,6±9,8 segundos (T2) no GC (p=0,018). O SPPBm apresentou diferença significativa (p=0,034) apenas no grupo GE (T1: 1,8±1,0 e T2: 1,1±0,3). Não foram observadas diferenças significativas em relação ao número de quedas, pontuação da MIF, SPPBe, SPPBf e SPPBt. Assim, conclui-se que o medo de cair repercutiu em maior tempo de execução da marcha dos idosos institucionalizados ao longo de 12 meses de acompanhamento.

Palavras-chave

Medo de cair; Quedas; Idosos

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