EFEITOS DA VIBRAÇÃO MECÂNICA SOBRE O OSSO FÊMUR DE RATAS WISTAR OOFORECTOMIZADAS

Estéfani Marin, Camila Mayumi Martin Kakihata, Ana Luiza Peretti, Alana Ludemila de Freitas Tavares, Ana Caroline Barbosa Retameiro, Rose Meire Costa Brancalhão, Gladson Ricardo Flor Bertolini

Resumo

O crescente envelhecimento da população brasileira vem resultando no aumento de doenças crônico-degenerativas, como a osteoporose, caracterizada pela baixa massa óssea. Essa doença pode ser causada pela deficiência estrogênica, atingindo mulheres no período pós-menopausa. Dentre as modalidades de tratamento, verifica-se a aplicação de carga mecânica, podendo ser realizada por meio da plataforma vibratória. Assim, o objetivo do estudo consiste em analisar os efeitos da vibração mecânica aplicada durante quatro e oito semanas, sobre o osso fêmur de ratas Wistar ooforectomizadas. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, básica, descritiva de caráter experimental. Foram utilizadas 64 ratas randomizadas nos grupos ooforectomia e pseudoooforectomia (n=32/grupo). Decorridos 60 dias do pós-operatório, iniciou-se às intervenções e os grupos foram subdivididos em quatro: animais que não realizaram nenhum tratamento, eutanasiados após 4 e 8 semanas e animais tratados durante 4 e 8 semanas. Para a realização do tratamento, utilizou-se uma plataforma Vibro Oscilatória Arktus, frequência de 60Hz por 10 minutos, aplicados durante três dias intercalados. Foram posicionadas 8 ratas por vez, separadas por baias (13x19) e realizado rodízio dos animais em cada dia de tratamento, para passarem por todos os pontos da plataforma. Findado o tratamento, houve a dissecação do fêmur direito seguido de corte transversal da diáfise para mensuração da área do canal medular, contagem número de osteócitos e espessura do osso cortical, realizados com o programa Image-Pro-plus6.0. Os resultados foram analisados com o programa R, quanto a normalidade pelo teste de Shapiro Wilk, seguido da análise de variância de três vias, e quando significativo (p<0,05) realizado o teste TukeyHSD. Como resultado para as variáveis da área do canal medular e número de osteócitos, não houve diferença estatisticamente significativa (p>0,05). Em relação a espessura do osso cortical, houve diferença estatisticamente significativa (p<0,05) sendo que, os grupos pseudoooforectomia (x ̅=434.62±31.34) que não realizaram vibração apresentaram médias maiores do que ooforectomia (x ̅=368.73±32.21) e dentre os grupos ooforectomizados, aqueles submetidos a vibração, independente do tempo, apresentaram medias maiores (x ̅=434.04±20.25) comparado aos que não realizaram (x ̅=368.73±32.21). Assim denota-se, que a vibração aplicada durante quatro e oito semanas promoveu aumento da espessura do osso cortical nos grupos ooforectomizados.

Palavras-chave

osteoporose pós-menopausa; ovariectomia

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