Francis Bacon e a ruptura com a tradição escolástica

a fundamentação empírica do saber moderno

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/aoristo.v9i1.37515

Palavras-chave:

Francis Bacon, Filosofia Moderna, Método Indutivo, Doutrina dos Ídolos, Ciência e Experiência

Resumo

No presente artigo, analisa-se a ruptura promovida por Francis Bacon (1561-1626) em relação à tradição escolástica e à filosofia aristotélica, destacando seu papel decisivo na formação da Filosofia Moderna. Partindo de um contexto histórico marcado pela subordinação do saber à Teologia, Bacon propõe uma nova concepção de ciência baseada na observação, na experiência e no método indutivo. Essa proposta representa uma reforma do conhecimento que busca libertar o intelecto dos erros e preconceitos acumulados ao longo dos séculos, expressos na Doutrina dos Ídolos. Ao identificar e combater os ídolos da tribo, da caverna, do foro e do teatro, Bacon inaugura uma atitude crítica que antecipa a epistemologia moderna e redefine a relação entre o homem e a natureza. O conhecimento deixa de ser contemplativo e torna-se instrumento de poder e utilidade, subordinado ao rigor metodológico e à verificação empírica. Assim, a filosofia baconiana se configura como um ponto de inflexão entre o pensamento medieval e o moderno, ao substituir a especulação pela experiência e ao estabelecer as bases do método científico.

Biografia do Autor

José Dias, Unioeste

Professor associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE

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Publicado

21-04-2026

Como Citar

ORTIZ, W. K.; DIAS, J. Francis Bacon e a ruptura com a tradição escolástica: a fundamentação empírica do saber moderno. Aoristo - International Journal of Phenomenology, Hermeneutics and Metaphysics, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 238–249, 2026. DOI: 10.48075/aoristo.v9i1.37515. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/aoristo/article/view/37515. Acesso em: 11 maio. 2026.