Estabilidade no desempenho de três diferentes técnicas de salto vertical

Autores

  • Ramon Franco Carvalho
  • Ercole da Cruz Rubini
  • Leonardo Ferreira Cabral

Palavras-chave:

Salto vertical, Ciclo alongamento e encurtamento, Taxa de desenvolvimento de força, Confiabilidade.

Resumo


Estudar confiabilidade do salto vertical (SV) é testar a consistência dessa medida para atestar a qualidade dos dados. O objetivo do estudo foi verificar a estabilidade de três diferentes técnicas de SV. Vinte dois homens (22,5±2,7 anos; 174,3±7,0 cm; 71,3±8,2 kg) foram testados em quatro ocasiões. Os SV realizadas no presente estudo foram salto agachado (SA), salto profundo (SP) e salto contra movimento (SCM). A primeira visita foi usada para familiarização. As visitas subsequentes serviram para coletar os dados dos SV em uma plataforma de salto. Quatro saltos máximos de cada modelo de SV foram executados em todas as visitas de forma aleatória, com descarte do pior resultado de cada modelo de SV. O intervalo entre os saltos foi de 45 s e entre os tipos de SV de 5 min. As variáveis mensuradas foram altura do salto, pico de potência absoluta e relativa a massa corporal. Para o SP, além das variáveis citadas também foram analisadas o tempo de contato, tempo de voo e índice de força reativa. Para testar a confiabilidade foi utilizado o CCI. O LC95% proposto por Bland-Altman foi usado para identificar erro randômico e uma ANOVA com medidas repetidas seguida pelo teste post hoc de Bonferroni foi utilizado para observar o erro sistêmico. Os resultados encontrados demonstraram uma alta confiabilidade e baixo erro randômico e sistemático para todas as variáveis testadas. Os SV são ferramentas confiáveis para avaliar a altura do salto, a potência muscular e a força reativa dos membros inferiores.

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Publicado

14-12-2015

Como Citar

CARVALHO, R. F.; RUBINI, E. da C.; CABRAL, L. F. Estabilidade no desempenho de três diferentes técnicas de salto vertical. Caderno de Educação Física e Esporte, Marechal Cândido Rondon, v. 12, n. 2, p. 21–29, 2015. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/view/10406. Acesso em: 6 dez. 2021.