Local de nascimento e vínculo institucional de atletas da seleção brasileira de atletismo paralímpico: uma análise das assimetrias regionais
DOI:
https://doi.org/10.36453/cefe.2026.36240Palavras-chave:
Atletas Paralímpicos, Atletismo, Paralimpíadas, ParadesportoResumo
OBJETIVO: Analisar a relação entre a região de nascimento e a região de representação dos atletas de elite do atletismo paralímpico convocados para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.
MÉTODOS: Estudo documental com abordagem quali-quantitativa, utilizando como corpus de análise o "Guia de Imprensa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020" e o Ranking Nacional Brasileiro de Atletismo, envolvendo 65 atletas.
RESULTADOS: A maioria dos atletas nasceu na região Sudeste (29), seguido pela região Nordeste (16), Norte (8), Sul (7) e Centro-Oeste (5). Observa-se uma dissociação entre local de nascimento e representação esportiva dos atletas, sobretudo entre atletas nordestinos, e ausência de representação de atletas nascidos no Norte por instituições de sua região.
CONCLUSÃO: Conclui-se que as assimetrias entre local de nascimento e vínculo institucional surgem a partir da insuficiência de políticas públicas de fomento ao paradesporto nas regiões analisadas, o que pode favorecer o deslocamento de jovens atletas para os grandes centros de treinamento.
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