Local de nascimento e vínculo institucional de atletas da seleção brasileira de atletismo paralímpico: uma análise das assimetrias regionais

Autores

  • Pedro André da Silva Lins Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, Brasil https://orcid.org/0000-0001-6864-4038
  • George Almeida Lima Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina, Brasil https://orcid.org/0000-0003-0899-0427
  • Luan Gonçalves Jucá Secretaria de Educação e Esportes do Estado de Pernambuco (SEE), Recife, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.36453/cefe.2026.36240

Palavras-chave:

Atletas Paralímpicos, Atletismo, Paralimpíadas, Paradesporto

Resumo

OBJETIVO: Analisar a relação entre a região de nascimento e a região de representação dos atletas de elite do atletismo paralímpico convocados para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.
MÉTODOS: Estudo documental com abordagem quali-quantitativa, utilizando como corpus de análise o "Guia de Imprensa dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020" e o Ranking Nacional Brasileiro de Atletismo, envolvendo 65 atletas.
RESULTADOS: A maioria dos atletas nasceu na região Sudeste (29), seguido pela região Nordeste (16), Norte (8), Sul (7) e Centro-Oeste (5). Observa-se uma dissociação entre local de nascimento e representação esportiva dos atletas, sobretudo entre atletas nordestinos, e ausência de representação de atletas nascidos no Norte por instituições de sua região.
CONCLUSÃO: Conclui-se que as assimetrias entre local de nascimento e vínculo institucional surgem a partir da insuficiência de políticas públicas de fomento ao paradesporto nas regiões analisadas, o que pode favorecer o deslocamento de jovens atletas para os grandes centros de treinamento.

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Biografia do Autor

Pedro André da Silva Lins, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, Brasil

Doutorando em Educação Física Adaptada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, 2024-atual), como bolsista CAPES. Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF, 2021-2023), também bolsista CAPES. Possui especialização em Educação Física Adaptada, é licenciado em Educação Física pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE, 2017-2021) e bacharel em Educação Física pela UNIVASF (2022-2025).

George Almeida Lima, Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Petrolina, Brasil

Doutorando em Ciências da Saúde e Biológicas pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). É Mestre em Educação Física pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). É Licenciado e Bacharel em Educação física. Possui especialização Metodologia do Ensino de Educação Física e especialização em Docência do Ensino Superior. É professor efetivo da Secretaria de Educação do Estado do Ceará (SEDUC/CE). Realiza pesquisas sobre a Educação Física escolar e sobre os aspectos pedagógicos e socioculturais das práticas corporais e da Educação Física.

Luan Gonçalves Jucá, Secretaria de Educação e Esportes do Estado de Pernambuco (SEE), Recife, Brasil

Possui Licenciatura e Bacharelado em Educação Física pela Universidade Regional do Cariri - Campus Iguatu - CE. Professor Efetivo da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco. Membro do Grupo de Estudos em Educação e Práticas Corporais (GEEPRACOR/UNIVASF). Tem interesse e pesquisa nos campos da Inclusão, Educação Física Inclusiva, Educação Física escolar e Ensino Médio.

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Publicado

13.04.2026

Como Citar

LINS, P. A. da S.; LIMA, G. A.; JUCÁ, L. G. Local de nascimento e vínculo institucional de atletas da seleção brasileira de atletismo paralímpico: uma análise das assimetrias regionais. Caderno de Educação Física e Esporte, Marechal Cândido Rondon, v. 24, p. e36240, 2026. DOI: 10.36453/cefe.2026.36240. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/view/36240. Acesso em: 16 maio. 2026.