A prática da atividade física no presídio: o que pensam os apenados?

Autores

  • Adílio Moreira Moraes
  • Berla Moreira de Moraes
  • Vanessa Mesquita Ramos

Palavras-chave:

Penitenciária, Atividade Física, Presos

Resumo


Trata-se de uma pesquisa exploratório descritiva, com abordagem qualitativa, realizada na Penitenciária Industrial Regional, na cidade de Sobral – Ceará, em que se objetivou identificar o que os apenados pensam sobre a prática da atividade física em sistema penitenciário de segurança máxima. Utilizou-se a entrevista semiestruturada para a coleta das informações. Como participantes da pesquisa, incluíram-se 20 internos que cumpriam pena na referida penitenciária. Na análise do material empírico, utilizou-se a técnica de categorização dos discursos. Os achados da pesquisa apontaram para as categorias: atividade física no presídio, conhecimento sobre regras e fundamentos das modalidades esportivas, comportamento durante a prática de uma atividade física regular e comportamento social dentro do presídio. Os resultados evidenciaram que a prática da atividade física e o esporte são vistos pelos presos como um benefício durante o cumprimento da pena, mas percebe-se que o desconhecimento das regras e fundamentos dos esportes os coloca em desvantagem, podendo repercutir no comportamento inadequado deles durante a prática do desporto.  Espera-se que esta pesquisa possa contribuir de maneira efetiva para que eles consigam conciliar e se adequar às regras e normas vigentes após o cumprimento da pena. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ARRUDA, S. N. Sistema carcerário brasileiro: a ineficiência, as mazelas e o descaso presentes nos presídios superlotados e esquecidos pelo poder público. Visão Jurídica, São Paulo, n. 59, 2011. Disponível em: http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leis-jurisprudencia/59/artigo213019. Acesso em: 31 de maio de 2012.

BRASIL. Ministério da Justiça. Departamento Penitenciário Nacional, Diretoria do Sistema Penitenciário Federal. Projeto BRA 05/038. Modernização do Sistema PenitenciárioNacional. Manual de Tratamento Penitenciário Integrado para o Sistema PenitenciárioFederal: gestão compartilhada e individual da pena. 2011. Disponível em: http://portal.mj.gov.br/data/pages/mjd574e9ceitemidc37b2ae94c6840068b1624d2840509cptbrnn.htm. Acesso em: 31 de maio de 2012.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Código Penal Brasileiro. Decreto Lei n° 2.848, de 07 de dezembro de 1940. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm. Acesso em: 04 de abril de 2014.

BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Lei de Execução Penal – LEP. Lei nº 7.210, de julho de 1984. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm. Acesso em: 10 de julho 2012.

FONTANELLA, B. J. B.; RICAS, J.; TURATO, E. R. Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24, n. 1, p. 17-27, jan., 2008.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

LEGNANI, R. F. S.; GUEDES, D. P.; LEGNANI, E.; BARBOSA FILHO, V. C.; CAMPOS, W. Fatores motivacionais associados à prática de exercício físico em estudantes universitários. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Florianópolis, v. 33, n. 3, p. 761-72, jul/set.,2011.

LEOPARDI, M. T. Metodologia da Pesquisa na Saúde. Santa Maria: Palloti, 2002

MELO, V. A. Lazer, esporte e presidiários: algumas reflexões. Revista Digital EF Deportes. Buenos Aires, a. 11, n. 106, mar., 2007. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd106/lazer-esporte-e-presidiarios-algumas-reflexoes.htm. Acesso em: 12 de abril de 2011.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Atlas, 2002.

NAHAS M. V.; GARCIA, L. M. T. Um pouco de história, desenvolvimentos recentes e perspectivas para a pesquisa em atividade física e saúde no Brasil. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 24, n. 1, p. 135-48, 2010.

OLIVEIRA, P. J. J. Direito ao trabalho do preso: uma oportunidade de ressocialização e uma questão de responsabilidade social. Revista Eletrônica Faculdade de Direito da PUC-SP, São Paulo, V. 3, p. 1-20, 2010. Disponível em: http://revistas.pucsp.br/index.php/red/article/view/2801. Acesso em: 15 de Abril de 2012.

RODRIGUES, H. A.; LEONARDI, T.; PAES, R. R. Novas regras do basquetebol: um estudo de caso sobre a percepção dos jogadores de uma equipe profissional. Conexões, Campinas, v. 11, n. 3, p. 147-165, jul./set., 2013.

ROLIM, M. Prisão e ideologia: limites e possibilidades para a reforma prisional no Brasil. Site do Curso de Direito da UFSM. Santa Maria - RS. Disponível em: http://www.ufsm.br/direito/artigos/execucao-penal/prisao-ideologia.htm. Acesso em: 15 de Abril de 2012.

SAMULSKI, D. M.; NOCE, F. A importância da atividade física para a saúde e qualidade de vida: um estudo entre professores, alunos e funcionários da UFMG. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, Londrina, v. 5, n. 1, p. 6-21, 2000.

SILVA, R. O que as empresas podem fazer pela reabilitação do preso. São Paulo: Instituto Ethos, 2008.

VARELLA, D. Estação Carandiru. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

ZANE, V. C. Desenvolvimento sociomoral de adolescentes inseridos em medida de internação: um estudo inicial. 2007. 119 f. Monografia (Especialização em Psicopedagogia) - Universidade do Sagrado Coração, Bauru, 2007.

Downloads

Publicado

28-07-2015

Como Citar

MORAES, A. M.; MORAES, B. M. de; RAMOS, V. M. A prática da atividade física no presídio: o que pensam os apenados?. Caderno de Educação Física e Esporte, Marechal Cândido Rondon, v. 12, n. 1, p. 47–54, 2015. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/cadernoedfisica/article/view/9794. Acesso em: 26 out. 2021.