O CRAM de Foz do Iguaçu/PR sob a perspectiva constitucional de desenvolvimento e sua interseção com as políticas públicas para as mulheres

The CRAM of Foz do Iguaçu/PR under the constitutional perspective of development and its intersection with public policies for women

Authors

  • Ana Gabriela Manica Brod Federal University for Latin American Integration image/svg+xml
  • Jaqueline Dandara Ribeiro Cunha Federal University for Latin American Integration image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.48075/18x92x80

Abstract

O artigo analisa a implementação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento humano e social no Brasil, com foco na garantia dos direitos fundamentais das mulheres. Utiliza-se como estudo de caso o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) de Foz do Iguaçu/PR. A pesquisa fundamenta-se na perspectiva constitucional de desenvolvimento, compreendida para além do crescimento econômico, abrangendo a expansão das liberdades substantivas e a equidade de gênero. Por meio de uma abordagem qualitativa e documental, investiga-se como o CRAM atua como peça estratégica na rede de enfrentamento à violência doméstica, articulando o acolhimento psicológico e social e a orientação jurídica. Os resultados apontam que, embora o projeto seja essencial para a materialização de direitos, ainda persistem lacunas na integração das políticas públicas que desafiam a efetividade do desenvolvimento sustentável. A relevância e contribuição central deste artigo residem em compreender o CRAM sob a ótica de um instrumento ativo de política pública que atua como verdadeiro espaço de concretização de direitos. 

References

ARAÚJO, Jailton Macena de. Eficácia dos preceitos constitucionais de desenvolvimento: justiça social e redução das desigualdades à promoção da dignidade humana. Suffragium: Revista do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, Fortaleza, v. 13, n. 19, p. 31-50, jan./jun. 2021.

BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm. Acesso em: 03 fev. 2025.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 06 fev. 2025.

BRASIL. Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Brasília, DF: SPM, 2004.

BRASIL. Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Brasília, DF: SPM, 2008.

BRASIL. Secretaria de Políticas para as Mulheres. Plano Nacional de Políticas para as Mulheres: 2013-2015. Brasília, DF: SPM, 2013.

BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Cota de 30% para mulheres nas eleições proporcionais deverá ser cumprida por cada partido em 2020. Brasília, DF: TSE, 8 mar. 2019. Disponibile su: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2019/Marco/cota-de-30-para-mulheres-nas-eleicoes-proporcionais-devera-ser-cumprida-por-cada-partido-em-2020. Accesso il: 9 mar. 2026.

BOBBIO, Norberto. Estado, governo, sociedade: para uma teoria geral da política. 14. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.

CINACCHI, Giovanna C. As políticas públicas para mulheres no Brasil: focalizar para universalizar? In: Congresso de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro, II, 2016, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: [s.n.], 2016.

HACHEM, Daniel Wunder. A noção constitucional de desenvolvimento para além do viés econômico – Reflexos sobre algumas tendências do Direito Público brasileiro. A&C - Revista de Direito Administrativo & Constitucional, v. 13, n. 53, p. 133-168, 2013. Disponível em: https://revistaaec.com/index.php/revistaaec/article/view/126. Acesso em: 03 fev. 2025.

HICKMANN, Ana Luisa. O CRAM Rejane Marisa Dal Bó: uma ferramenta importante de combate à violência contra as mulheres no município de Foz do Iguaçu. Espirales – Revista Multidisciplinar de Pesquisa, v. especial, p. 131-145, maio 2019. Disponível em: https://revistas.unila.edu.br/espirales/article/view/1712. Acesso em: 11 fev. 2025.

HOGEMANN, Edna Raquel. Conquistas das mulheres no Brasil: a linha do tempo das leis e políticas públicas. Revista do Ministério Público Militar, v. 51, n. 45, p. 173-206, 2024. DOI: 10.5281/zenodo.14203720. Disponível em: https://revista.mpm.mp.br/rmpm/article/view/429. Acesso em: 06 fev. 2025.

JÚNIOR, Edilson Pereira Nobre. Desenvolvimento e constituição. Direito e Desenvolvimento, v. 12, n. 2, p. 180-192, 2021.

LOTTA, Gabriela. Burocracia e implementação de políticas públicas: desafios e potencialidades para redução de desigualdades. Brasília: Enap, 2022. 98 p. (Cadernos Enap, n. 81).

MELLO, Janine. Produção estatal de evidências e uso de registros administrativos em políticas públicas. In: KOGA, Natália Massaco et al (orgs.). Políticas públicas e usos de evidências no Brasil: conceitos, métodos, contextos e práticas. Brasília: Ipea, 2022. p. 457-494.

MENDONÇA, Isabelle P.; SANTOS, Vânia C. Políticas públicas para as mulheres: indicações apresentadas no plano nacional brasileiro. In: Encontro Nacional de Pesquisadores em Serviço Social, XVI, 2018, Brasil. Anais [...]. Brasil: [s.n.], 2019.

MERCADO, Audri Josefa Challco; GROSS, Maria Claudia; GASTALDIN, Carla da Conceição Mores. Levantamento de casos de violência contra a mulher em Foz do Iguaçu-PR acompanhados no CRAM no período de 2018-2021. Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v. 18, n. 2, p. 1-25, 2025. DOI: 10.55905/revconv.18n.2-243. Disponível em: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/15578. Acesso em: 6 mar. 2026.

SECCHI, Leonardo. Análise de políticas públicas: diagnóstico de problemas, recomendação de soluções. São Paulo: Cengage Learning, 2016.

SEN, Amartya. Desenvolvimento como liberdade. Tradução de Laura Teixeira Motta. 7. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

SECRETARIA DA MULHER, IGUALDADE RACIAL E PESSOA IDOSA DO PARANÁ. Centro de Referência de Atendimento à Mulher - CRAM. Disponível em: https://www.semipi.pr.gov.br/Pagina/Centro-de-Referencia-de-Atendimento-Mulher-CRAM. Acesso em: 11 fev. 2025.

SOARES, Kelly de Oliveira. A importância dos protocolos visando um melhor acolhimento das vítimas de violência pelas autoridades estatais. 2023. 24 f. Artigo científico (Bacharelado em Direito) – Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas (FAJS), Centro Universitário de Brasília (CEUB), Brasília, 2023. Disponível em: https://repositorio.uniceub.br/jspui/bitstream/prefix/17115/1/21902364.pdf. Acesso em: 6 mar. 2026.

SOARES, Bruno. Dentro de casa e à noite: o perfil da violência doméstica contra mulheres em Foz do Iguaçu. Plural, Foz do Iguaçu, 2026. Disponível em: https://www.plural.jor.br/foz-do-iguacu/dentro-de-casa-e-a-noite-o-perfil-da-violencia-domestica-contra-mulheres-em-foz-do-iguacu/. Acesso em: 6 mar. 2026.

OSZLAK, C. Formación histórica del Estado en América Latina: elementos teórico-metodológicos para su estudio. In: ACUÑA, Carlos H. (comp.). Lecturas sobre el Estado y las políticas públicas: retomando el debate de ayer para fortalecer el actual. Buenos Aires: Proyecto de Modernización del Estado, Jefatura de Gabinete de Ministros, 2011.

OXFORD UNIVERSITY PRESS. Oxford English Dictionary. Disponível em: https://www.oed.com/. Acesso em: 11 fev. 2025.

Published

14/07/2026

Issue

Section

Artigos de Administração, Ciências Contábeis e Direito (Interdisciplinar)

How to Cite

MANICA BROD, Ana Gabriela; RIBEIRO CUNHA, Jaqueline Dandara. O CRAM de Foz do Iguaçu/PR sob a perspectiva constitucional de desenvolvimento e sua interseção com as políticas públicas para as mulheres: The CRAM of Foz do Iguaçu/PR under the constitutional perspective of development and its intersection with public policies for women. Ciências Sociais Aplicadas em Revista, [S. l.], v. 32, n. 52, jan./jun., p. 214–230, 2026. DOI: 10.48075/18x92x80. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/csaemrevista/article/view/37244. Acesso em: 12 sep. 2026.