A invisibilidade como metáfora:
reflexões sobre solidão e autoconhecimento em As Vantagens de Ser Invisível
DOI:
https://doi.org/10.48075/rd.v12i1.37262Palavras-chave:
solidão existencial, autoconhecimento, autenticidadeResumo
O romance As Vantagens de Ser Invisível, escrito por Stephen Chbosky e
publicado pela primeira vez em 1999, explora a experiência adolescente de Charlie,
abordando temas como solidão existencial, angústia e identidade. Este artigo visa
compreender a trajetória de Charlie à luz das filosofias existencialistas, destacando a
influência de suas experiências emocionais e relações interpessoais em sua identidade. A
pesquisa utiliza uma abordagem qualitativa, com análise crítica da obra e intertextualidade
com os conceitos filosóficos de Kierkegaard, Sartre e Heidegger. O estudo é estruturado em
quatro seções: resumo da obra, análise da invisibilidade, construção da identidade e o
passado de Charlie como obstáculo à existência autêntica. Os resultados mostram que a
invisibilidade de Charlie reflete sua alienação e solidão, enquanto suas interações com
amigos promovem sua transformação. A aceitação de sua vulnerabilidade e o olhar do Outro
são essenciais para sua autodescoberta, alinhando-se às ideias existencialistas de que a
autenticidade pode emergir da angústia. O artigo conclui, então, que a invisibilidade e a
aceitação do sofrimento são cruciais na formação de um eu autêntico. Sugere-se que futuras
pesquisas explorem o impacto das relações familiares e a recepção do romance em diferentes
contextos culturais, além de uma abordagem interdisciplinar envolvendo psicologia e
sociologia. O estudo contribui, portanto, para uma leitura mais aprofundada da obra e das
discussões acerca da solidão e do autoconhecimento de Charlie, vivenciados ao longo do
romance.
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