Intuição para René Descartes e Edmund Husserl
aproximações e distanciamentos
DOI:
https://doi.org/10.48075/rd.v12i1.37297Palavras-chave:
Intuição, Descartes, Husserl, Meditações, EssênciaResumo
Este trabalho visa examinar a questão da intuição, sua importância e
características no pensamento de René Descartes (1596-1650) e Edmund Husserl (1859
1938), destacando suas respectivas abordagens contrastantes. Para Descartes, a intuição é
uma forma de conhecimento claro e distinto, essencial para alcançar certezas
indubitáveis, como a própria existência e as verdades matemáticas. Diferentemente de
Husserl, no qual a intuição é entendida como a apreensão das essências por meio da
redução fenomenológica e da intuição eidética, que permite o acesso às estruturas
fundamentais da experiência. O primeiro objetivo deste trabalho é mostrar que ambos os
pensadores destacaram em suas teorias a importância do processo intuitivo, o segundo é
comparar as duas concepções, analisando o papel da intuição nas teorias dos filósofos,
mostrando seus principais pontos de aproximação, assim como seus pontos de
distanciamentos.
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