Uma odisseia punk: formação das identidades no Recife-PE (décadas de 1980 e 1990)
DOI:
https://doi.org/10.48075/5hdtvp56Keywords:
Identidades, Recife, PunkAbstract
Este artigo analisa a formação das identidades punks no Recife por meio da metodologia da história oral. Esses grupos participam ativamente da cidade desde o início dos anos 1980 com ativismo político, apresentações e ações ligadas à música e ao tecido social da capital pernambucana. Em quatro décadas, os punks passaram de um movimento marginalizado a socialmente aceito. Os depoimentos demonstram a constituição de grupos identificados com conceitos de subcultura e contracultura (García, 1990), conforme negociam com o entorno. Para o conceito de identidade, Manuel Castells (2018) e Stuart Hall (2006; 2012) forneceram o substrato teórico. O texto divide-se em três partes: a apresentação geral dos punks, o início de suas trajetórias e, por fim, o adensamento do cenário cultural recifense nos anos 1990 com o advento do manguebit. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética.
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