Desenvolvimento socioambiental numa região de fronteira
DOI:
https://doi.org/10.48075/geoq.v18i02.36597Abstract
Este artigo aborda a reorganização dos modos de produção no campo no oeste do Paraná, região de fronteira do Brasil com o Paraguai, a partir das contradições do processo denominado globalização, da modernização conservadora da agricultura e do agronegócio. A abordagem centra-se em evidenciar que o avanço do capital no campo se fez mediante a concentração fundiária, o uso intensivo de agrotóxicos, a expropriação da terra e do trabalho, em detrimento de diversas culturas/de modos de vida, à migração e ocupação de terras na área de fronteira do leste do Paraguai. Esse processo resultou em degradação do meio ambiente e em desigualdades socioambientais. Nesse contexto, programas com financiamento para projetos de restauração ambiental foram implementados. Este trabalho problematiza esse processo de desenvolvimento socioambiental transfronteiriço, explicitando práticas e representações sociais, políticas públicas-privadas que pautaram a formação do território em tela, mediante a colonização, a modernização da agricultura e o agronegócio. Essa dinâmica, permeada pela noção de desenvolvimento racional e produtivista, promoveu crescimento econômico, expropriação e degradação ambiental e, dialeticamente, a insurgência e a luta de sujeitos coletivos pelas condições socioambientais à vida e ao desenvolvimento sustentável.
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