Educação digital inclusiva
jogos educativos como estratégia pedagógica para alunos com TEA
DOI:
https://doi.org/10.48075/2q01dc93Palabras clave:
Jogos educativos digitais, Educação Inclusiva, Transtorno do Espectro Autista.Resumen
O presente trabalho investiga a contribuição dos jogos educativos, na perspectiva da Educação Digital, como ferramenta pedagógica para a Educação Inclusiva, com foco no atendimento de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em uma Sala de Recursos Multifuncional (SRM) de uma escola municipal de Foz do Iguaçu, Paraná. O objetivo é analisar de que maneira esses jogos, integrados aos componentes curriculares de Língua Portuguesa e Matemática, contribuem para o processo de ensino-aprendizagem e para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional dos estudantes. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza exploratória, com delineamento de estudo de caso, envolvendo dois alunos com TEA matriculados no Ensino Fundamental I e atendidos na SRM. A produção dos dados ocorreu por meio de observações sistemáticas e registros pedagógicos durante a aplicação de jogos educativos digitais, considerando o desempenho acadêmico, as interações sociais, o engajamento e a autorregulação dos estudantes. A fundamentação teórica contempla estudos sobre educação inclusiva, tecnologias digitais na educação e jogos educativos como recursos pedagógicos no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os resultados evidenciaram avanços na aprendizagem, na participação e na autonomia dos estudantes, além de progressos na autorregulação emocional e no engajamento nas atividades propostas. Conclui-se que os jogos educativos, quando planejados e mediados com intencionalidade pedagógica, podem contribuir para a ampliação das práticas inclusivas, favorecendo o acesso ao currículo e o respeito às necessidades individuais, em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Referencias
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5. ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2023.
BIGUI, Cristiane Zucoloto; COLOMBO, Cristiano da Silveira. A melhoria cognitiva de alunos com deficiência intelectual com uso de jogos digitais. Anais do Encontro Virtual de Documentação em Software Livre e Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia Online, Belo Horizonte, v. 6, n. 1, p. 1-6, 2017. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/anais_linguagem_tecnologia/article/view/12167/10370 . Acesso em: 14 maio 2025.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2018. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/conselho-nacional-de-educacao/base-nacional-comum-curricular-bncc. Acesso em: 14 maio 2025.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 14 maio 2025.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 14 maio 2025.
BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em: 14 maio 2025.
BRASIL. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 28 dez. 2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm. Acesso em: 14 maio 2025.
BRASIL. Decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 ago. 2009. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.htm. Acesso em: 13 abr. 2026.
BRASIL. Congresso Nacional. Decreto Legislativo nº 186, de 9 de julho de 2008. Aprova o texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e de seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 10 jul. 2008. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Congresso/DLG/DLG-186-2008.htm. Acesso em: 22 jun. 2025.
DICKMANN, Ivanio. Educar é um ato de amor! In: DICKMANN, Ivanio (org.). Educar é um ato de amor. Veranópolis, RS: Diálogo Freiriano, 2020. v. 1. p. 9–11.
DUQUE, Rita de Cássia Soares. Educação, tecnologia e inclusão: o impacto dos jogos digitais. São Paulo: EBPCA - Editora Brasileira de Publicação Científica Aluz, 2024. Volume 1.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
GOMES, Romeu. A análise de dados da pesquisa qualitativa. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 67–80.
GOTTSCHALCK, Diana Raquel Schneider; BASSANI, Patrícia Brandalise Scherer. Aprendizagem criativa: uma revisão bibliográfica. Revista Observatorio de la Economía Latinoamericana, Curitiba, v. 21, n. 6, p. 5695-5710, 2023. DOI: https://doi.org/10.55905/oelv21n6-131. Disponível em: https://ojs.observatoriolatinoamericano.com/ojs/index.php/olel/article/view/826. Acesso em: 22 jun. 2025.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Papirus, 2012.
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2003.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Igualdade e diferenças na escola: como andar no fio da navalha. In: ARANTES, Valéria Amorim (org.). Inclusão escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus, 2006. p. 15–29.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Nova York, 2006. Disponível em: https://www.un.org/disabilities/documents/convention/convoptprot-s.pdf . Acesso em: 22 jun. 2025.
SILVA, Alcimar José et al. O impacto dos jogos digitais no desenvolvimento de habilidades sociais em crianças com autismo. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, São Paulo, v. 10, n. 11, p. 5706–5721, nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v10i11.17123. Disponível em: https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/17123. Acesso em: 15 maio 2025.
SILVA, Ângela Cristina. Educação e tecnologia: entre o discurso e a prática. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, Rio de Janeiro, v. 19, n. 72, p. 527–554, jul./set. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ensaio/a/RYBvdXSKPzdvRVHM7Px6rNj/?format=pdf&lang=pt . Acesso em: 15 maio 2025.
UNESCO. Declaração de Salamanca sobre Princípios, Política e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Salamanca, 7-10 de junho de 1994. Paris: UNESCO, 1994. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000139394. Acesso em: 22 jun. 2025.
VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
YIN, Robert K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Thais Aparecida Teles dos Santos Luchis, Laysmara Carneiro Edoardo

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Aviso de Direito Autoral Creative Commons
Política para Periódicos de Acesso Livre
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
2. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional, o que permite compartilhar, copiar, distribuir, exibir, reproduzir, a totalidade ou partes desde que não tenha objetivo comercial e sejam citados os autores e a fonte.