Ocupar territórios imaginários: a narrativa ficcional de Olívio Jekupé

Autores

  • Paulo Victor Albertoni Lisboa Unicamp.

DOI:

https://doi.org/10.48075/rtc.v24i47.17906

Palavras-chave:

Narrativa ficcional, Escrita intermediária, Guarani, Olívio Jekupé.

Resumo


Este artigo tem como objetivo discutir a noção de literatura nativa, a partir das
narrativas ficcionais infantojuvenis de Olívio Jekupé, escritor Guarani. Com uma produção
literária contemporânea que versa sobre trânsitos sucessivos entre a aldeia e a cidade, a casa
e a escola, entre mundos e modos de conhecimento, Olívio Jekupé inscreve em sua literatura
o imaginário Guarani das “andanças” (–guata, “andar” ou “viajar”), do qual são exemplos a
busca pela terra sem mal e a caminhada dos gêmeos Sol e Lua, matéria de ficcionalização.
O diálogo entre crítica literária e etnologia desdobra, portanto, um lugar produtivo para a
compreensão da escrita intermediária de Olívio Jekupé, que anuncia a prerrogativa para os
múltiplos deslocamentos: a existência da tekoa, a produção e reprodução da vida Guarani.

Biografia do Autor

Paulo Victor Albertoni Lisboa, Unicamp.

Doutorando em Antropologia Social – UNICAMP. E-mail: pauloalbertonilisboa@gmail.com

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Publicado

03-10-2017

Como Citar

LISBOA, P. V. A. Ocupar territórios imaginários: a narrativa ficcional de Olívio Jekupé. Tempo da Ciência, [S. l.], v. 24, n. 47, 2017. DOI: 10.48075/rtc.v24i47.17906. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/tempodaciencia/article/view/17906. Acesso em: 27 jun. 2022.

Edição

Seção

Artigos