O FEEDBACK CORRETIVO ORAL EM AULAS DE INGLÊS
DOI:
https://doi.org/10.48075/rt.v17i42.27296Palavras-chave:
Oralidade, Ensino, FeedbackResumo
O feedback corretivo oral é entendido como elemento central para professores de línguas estrangeiras ajudarem o aprendiz em seu processo de aprendizagem. O modo como os professores corrigem os aprendizes em suas interações orais pode impactá-los de maneiras variadas; por essa razão, enfatiza-se a importância de diversificar os tipos de feedback oferecidos, reformuladores e elicitativos, favorecendo a estes, pois ajudam o aprendiz a assumir a responsabilidade pela correção de seus próprios erros. O objetivo deste estudo é investigar como uma professora de inglês como língua estrangeira fornece feedback corretivo oral e examinar em que medida sua participação em uma pesquisa-ação colaborativa contribuiria para um reexame de suas práticas pedagógicas durante as atividades orais. O estudo envolveu uma professora, de uma escola pública, em uma pesquisa-ação colaborativa, durante um semestre letivo. Os dados foram gerados por meio de duas entrevistas semiestruturadas, observações em sala de aula e gravação em áudio e vídeo das doze aulas observadas. A análise dos dados indicou que diversas ideias e práticas pedagógicas da professora sobre correção de erros orais mudaram ao longo do semestre. Os resultados evidenciaram que, antes da pesquisa, a professora utilizava, predominantemente, feedback do tipo reformulador, principalmente recast, e se opunha ao fornecimento de feedback corretivo oral. Além disso, ela fornecia apenas três dos vários tipos de feedback. Após a participação da professora na pesquisa-ação colaborativa, seus comentários e práticas pedagógicas revelaram uma compreensão mais sofisticada do feedback corretivo oral, bem como um entendimento da relação entre aprendizagem e feedback corretivo oral.
Referências
AGUDO, J. D. M. An investigation into how EFL learners emotionally respond to teachers’ oral corrective feedback. Colombian Applied Linguistic Journal, v.15, n. 2, p. 265-278, 2013.
BARTRAM, M.; WALTON, R. Correction: a positive approach to language mistakes. Hove, England: Language Teaching Publications, 1991.
BATTISTELLA, T.; LIMA, M. S. Feedback corretivo: um estudo sob o espectro interpretativista. Antares, n. 3, p. 180-190, 2010.
BATTISTELLA, T.; LIMA, M. S. A correção em língua estrangeira a partir de uma perspectiva sociocultural e as crenças de professores sobre o assunto. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, v. 15, n. 1, p. 281-302, 2015.
BROWN, D. The type and linguistic foci of oral corrective feedback in the L2 classroom: a meta-analysis. Language Teaching Research, v. 20, n. 4, p. 436-58, 2016.
BURNS, A. Renewing classroom practices through collaborative action research. In: DIKILITAS, K.; SMITH, R.; TROTMAN, W. (orgs.). Teacher-researchers in action. Kent: IATEFL, 2015. p. 9-18.
CHAUDRON, C. Teachers’ priorities in correcting learners’ errors in French immersion classes. Working papers on Bilingualism, n. 12, p. 21-44, 1977.
ELLIS, R. Corrective Feedback and Teacher Development. L2 Journal, v. I, p. 3-18, 2009.
ELLIS, R.; SHINTANI, N. Exploring language pedagogy through second language acquisition research. London: Routledge, 2014;
FANSELOW, J. The treatment of error in oral work. Foreign Language Annals, v. 10, p. 583-93, 1977.
JOHNSON, K. E. The sociocultural turn and its challenges for second language teacher education. TESOL Quarterly, n. 40, p. 235-257, 2006.
JOHNSON, K. E.; GOLOMBEK, S. Mindful L2 teacher education: a sociocultural perspective on cultivating teachers’ professional development. New York: Routledge, 2016.
FREEMAN, D. Language, sociocultural theory, and L2 teacher education: examining the technology of subject matter and the architecture of instruction. In: HAWKINS, M. R. (Ed.). Language learning and teacher education: a sociocultural approach. Toronto: Multilingual Matters, 2004. p. 169 -197.
LI, S. Teacher and learner beliefs about corrective feedback. In: NASSAJI, H.; KARTCHAVA, E. (Eds.). Corrective feedback in second language teaching and learning. London: Routledge, 2017. p. 143-157.
LIGHTBOWN, P. M.; SPADA, N. How languages are learned. Oxford: OUP, 2006.
LIMA, M. S. A autonomia do aluno de língua estrangeira e a correção de seus erros. In: ROTTAVA, L.; LIMA, M. S. (orgs.). Linguística Aplicada: relacionando teoria e prática no ensino de línguas. Ijuí: Ed. Unijuí, 2004. p. 205-224.
LIMA, M. S.; PESSÔA, A. R. Conhecimentos e práticas de duas professoras de inglês sobre correção do erro oral. In: FIGUEIREDO, F. J. Q. F. de; SIMÕES, D. (orgs.). Linguística Aplicada, prática de ensino e aprendizagem de línguas. São Paulo: Pontes, 2016. p. 82-99.
LYSTER, R.; RANTA, L. Corrective feedback and learner uptake: negotiation of form in communicative classroom. Studies in Second Language Acquisition, v. 19, p. 37-66, 1997.
LYSTER, R.; SAITO, K. Oral feedback in classroom SLA: a meta-analysis. Studies in Second Language Acquisition, n. 32, p. 265-302, 2010. DOI: https://bit.ly/2SKA8bA
LYSTER, R.; SAITO, K.; SATO, M. Oral corrective feedback in second language classrooms. Language Teaching, v. 46, n. 1, p. 1-40, 2013. DOI: https://bit.ly/2Cell1Z
MORI, R. Teacher cognition in corrective feedback in Japan. System, v. 39, n. 4, p. 451-67, 2011.
NASSAJI, H. Anniversary article - International feedback in second language teaching and learning: a synthesis and analysis of current research. Language Teaching Research, v. 20, n. 4, p. 535-62, 2016.
OHTA, A. S. Second language acquisition process in the classroom: learning Japanese. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates, 2001.
PANOVA, I.; LYSTER, R. Patterns of corrective feedback and uptake in an adult ESL classroom. TESOL Quarterly, v. 36, n. 4, p. 15-32, 2002.
PESSÔA, A. R. Tratamento do erro oral por instrutores de inglês. In: I Encontro Internacional e VI Encontro Nacional do GELCO, 2014, Cidade de Goiás. Anais [...]. Cidade de Goiás: UEG, 2015. p. 1372-1380. Disponível em https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/820/o/anais_gelco_2014_03.pdf. Acesso em 14 jul. 2021.
PESSÔA, A. R. Feedback corretivo na interação oral: uma pesquisa-ação colaborativa com duas professoras de língua inglesa. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada), UNISINOS, São Leopoldo-RS, 2018.
PESSÔA, A. R.; LIMA, M. S. Representações sociais de professores pré-serviço de língua estrangeira sobre feedback corretivo oral. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, v. 19, n. 1, p. 69-90, 2019. DOI: 10.1590/1984-6398201912743. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbla/a/Sq49Vk6pjysQTqtQjk63xfJ/?lang=pt&format=pdf. Acesso em: 14 maio 2021.
RANTA, L; LYSTER, R. A cognitive approach to improving immersion students’ oral language abilities: the awareness-practice feedback sequence. In: DEKEYSER, R. M. (Ed.). Practice in second language: perspectives from Applied Linguistics and Cognitive Psychology. New York: Cambridge University Press, 2007. p. 141-160.
ROOTHOOFT, H. The relationship between adult EFL teachers’ oral feedback practices and their beliefs. System, v. 46, p. 65-79, 2014.
SHEEN; Y.; ELLIS, R. Corrective feedback in language teaching. Handbook of research in second language teaching and learning. New York; London: Routledge, 2011.
SWAIN, M. The inseparability of cognition and emotion in second language learning. Language Teaching, v. 46, n. 2, p. 195-207, 2011.
VIEIRA-ABRAHÃO, M. H. Sessões colaborativas na formação inicial e em serviço de professores de inglês. Horizontes de Linguística Aplicada, v. 1, p. 15-39, 2014.
Recebido em 30-04-2021
Revisões requeridas em 07-07-2021
Aceito em 27-07-2021
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Trama

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Aviso de Direito Autoral Creative Commons
Política para Periódicos de Acesso Livre
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.2. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
3. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional, o que permite compartilhar, copiar, distribuir, exibir, reproduzir, a totalidade ou partes desde que não tenha objetivo comercial e sejam citados os autores e a fonte.