Dossel de seringueira verificado com índices de vegetação em diferentes condições fenológicas e fitossanitárias

José Carlos Pezzoni Filho, Luis Gustavo Frediani Lessa, Célia Regina Lopes Zimback, Edson Luiz Furtado

Resumo

O monitoramento da cultura de seringueira (Hevea brasiliensis) com objetivo de identificação de áreas danificadas por diferentes agentes abióticos e/ou bióticos e diferenças de fenologia pode ser realizado utilizando índices de vegetação. Desta forma, o presente trabalho avaliou e confrontou os índices de vegetação NDVI e SAVI, para identificação de áreas com interferências danosas no dossel do clone de copa PR 255 frente a influencias de fatores diversos e o solo. As análises foram realizadas em plantio com área de 1.251 ha, município de Itiquira, MT, nas coordenadas geográficas de 17°23′35,32″ de latitude sul e 54°41′56,28″ longitude oeste de Greenwich. As avaliações foram em abril de 2005, 2006, 2007 e 2008, e em setembro de 2001, 2004, 2005 e agosto de 2008, no programa QGIS, utilizando imagens do satélite Landsat 5, sendo que os dados pluviométricos foram obtidos do satélite TRMM. Verificou-se a distribuição dos valores de NDVI e SAVI por meio de histograma e seus coeficientes de variação (CV), ambos elaborados no programa SAGA GIS. O SAVI com fator L=0,25 identificou locais com interferências no dossel e áreas com menor cobertura do solo que o NDVI não detectou. A média de NDVI em abril foi de 0,74 a 0,78 e no SAVI foi de 0,47 e 0,53 nos quatro anos avaliados. Para o período pós reenfolha, o NDVI foi de 0,82 a 0,86 e do SAVI foi entre 0,62 e 0,69. O CV dos dados do SAVI demonstrou que este índice obteve melhor resultado em relação ao NDVI.

Palavras-chave

Hevea brasiliensis, NDVI, SAVI, clone PR 255

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