PROCESSO FERMENTATIVO NA INDÚSTRIA SUCROALCOOLEIRA

Edson Vanzella, Reinaldo Aparecido Bariccatti, Carlos Eduardo Camargo Nogueira, Viviane Cavaler Micuanski, Matheus Antônio da Costa

Resumo

A crescente necessidade de ampliar de modo sustentável o uso de fontes renováveis de energia, para proporcionar maior segurança ao suprimento energético e reduzir os impactos ambientais associados aos combustíveis fósseis, encontra no etanol de cana-de-açúcar uma alternativa economicamente viável e com significativo potencial de expansão. Sua produção é efetuada geralmente em unidades agroindustriais que produzem também açúcar (usinas), cujo processo resulta em um melaço final que pode, junto com o caldo de cana, compor mostos fermentáveis que dão origem ao biocombustível. Assim, consegue-se uma boa sinergia entre os dois processos produtivos, que utilizam em comum os equipamentos de extração do caldo (tipicamente moendas, e mais recentemente, difusores), assim como de preparo do caldo. Nos processos fermentativos, as células vivas agregam os sistemas multienzimáticos, e seu funcionamento depende de uma série complexa de reações. Integrações altamente coordenadas dessas reações definem as vias metabólicas de utilização do substrato pelos microrganismos. A fermentação alcoólica acontece devido à ação das leveduras que usam os açúcares do mosto para seu crescimento e multiplicação, resultando na formação de álcool e anidrido carbônico. Enquanto existe oxigênio no mosto, a levedura cresce e se multiplica. Quando este acaba começa a produção de álcool e dióxido de carbono (CO2).

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