Auto-Segregação e a Gestão das Cidades

Klaus Frey, Fábio Duarte

Resumo

A segregação socioespacial é comumente analisada como indicativo de agrupamentos humanos desfavorecidos no âmbito de um conjunto social - seja por questões raciais, seja por questões religiosas ou econômicas, esta última com especial destaque no Brasil. Há poucas décadas, porém, conhecemos um movimento de autosegregação: quando pessoas de classes sociais de alto poder aquisitivo agrupam-se em condomínios fechados, normalmente distantes dos centros urbanos. São os enclaves de auto-segregação. Este ensaio pretende discutir os desafios que se apresentam para os gestores urbanos quando dentro ou no entorno de seu território de atuação há a consolidação de territorialidades que se colocam à parte da vida urbana ao mesmo tempo em que utilizam serviços e equipamentos urbanos, de modo seletivo no tempo e no espaço: é o usufruto sem o compromisso com a vida citadina.

Palavras-chave

Segregação socioespacial; auto-segregação; gentrificação; territorialidades; gestão urbana

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