A FORMAÇÃO, NA ESCRITURA ACADÊMICA, DO FORMADOR PARA A ESCRITURA ESCOLAR

Mary Elizabeth Cerutti-Rizzatti, Suziane da Silva Mossmann

Resumo

Este artigo tematiza a escritura na universidade, tendo como delimitação a defesa do tensionamento entre o que se coloca, de um lado, como local/específico/vernacular, com o que se coloca, de outro lado, no âmbito do genérico humano, do  grande tempo,  da história. Atende-se ao objetivo de problematizar a exacerbação do relativismo nas lides com a escritura  na esfera acadêmica em se tratando da formação de licenciados em Letras Português. As bases teóricas são a filosofia da linguagem de fundamentação bakhtiniana, a psicologia da linguagem de fundamentação vigotskiana e os estudos do letramento com origem no Reino Unido. A abordagem é qualitativa e são apresentados dados empíricos de um conjunto de vivências com a escritura acadêmica do Grupo de Pesquisa Cultura Escrita e Escolarização. Os resultados apontam para a necessidade de ressignificações no campo das contraposições ao que se historiciza como escritura no movimento dinâmico-causal entre o presente e o passado na prospecção com o futuro.   

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