CURVA – DAS RETAS LINHAS DE LUZ

Paloma Amorim da Silva

Resumo


E a vida da imagem não será o real captado com caráter documental ou de

veracidade. Não será o preto no branco, o branco no preto, com o esclarecimento do

fotografado, mas será a composição dos argumentos estabelecidos pela silhueta do objeto

flagrado, com as curvas que a lata permite que luz percorra e também com as curvas com

que a lata recebe a luz. As linhas de luz fazem qual trajeto quando se desprendem de suas

superfícies lineares? E quando as linhas são esperadas em superfícies que se encontram

(em)curvadas? A partir de indagações como essas, foi criada esta série de fotos (a)tiradas

para afrontamento do real. Porque o real, em sua ansiedade de ser captado, não será

transposto para dentro da máquina e então devolvido aos olhos do observador. Mas será

deglutido e se devolverá em outra realidade. A realidade da luz recriada no papel, que passa

por um furo de agulha. Com a criação de espaços que trazem a visualidade de sentimentos

que transmitem comportamentos de luz. Para isso foi utilizada a técnica de fotografar

artesanalmente com a câmera de lata, que é uma câmara escura (que existe desde as

máquinas de fotografia mais antigas as mais sofisticadas). Conhecida como Pinhole, essa

máquina é feita com uma lata, pintada de preto fosco em seu interior, e com um pequeno

furo da espessura de uma agulha, por onde os raios de luz passam.

Palavras-chave: Fotografia; Pinhole.


Palavras-chave


Imagem; Poética fotográfica; Luz

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