BANKSY: STREET ART PARA AS NOVAS GERAÇÕES.
Paulo César Rodrigues Diógenes
Resumo
Reivindicador das ruas, sabotador nas sombras. Apenas um nome, uma assinatura, um vulto encapuzado. Uma atitude e um posicionamento estético reconhecível, recorrente, impertinente. O presente artigo aborda o trabalho do artista conhecido como Banksy, esbarrando (através ou a partir da arte do grafite) no fenômeno denominado como street art, termo que engloba as mais diferentes manifestações artísticas contemporâneas realizadas por meio de intervenções operadas no espaço público cotidiano, compreendido enquanto ambiente de expressão privilegiado, tela ou palco adequado para aparições e insubordinações. Ao centrarmos o foco na obra multifacetada do grafiteiro Banksy - artista sem rosto, incógnita premeditada - tencionamos situar, ao menos de modo minimamente satisfatório, as diferentes facetas e implicações destas práticas, seus questionamentos e relevância enquanto fenômeno marcante da produção contemporânea, procurando “enquadrar”, “fichar” e “rastrear” a produção – política e inconformista, reflexiva e irreverente, rebelde e criminosa – de um artista tão esguio e perspicaz quanto os ratos que imprime nos muros, quanto qualquer grafiteiro de qualquer “quebrada” que enfia-se nas sombras para rabiscar seus traços, reivindicar sua voz, seu espaço entre os muros que nos estratificam e sufocam. Arte-terrorista, arte como crime, crime como arte.
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Revista Travessias
PESQUISAS EM EDUCAÇÃO, CULTURA, LINGUAGEM E ARTE
ISSN 1982-5935 (versão eletrônica)
Unioeste - Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Campus de Cascavel
Programa de Pós-Graduação em Letras
Grupo de Pesquisas em Educação, Cultura, Linguagem e Arte
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