MECANISMOS BIOQUÍMICOS EM MORINGA OLEIFERA LAM. PARA TOLERÂNCIA À SALINIDADE

Autores

  • Elaine Cristina Alves da Silva Universidade Federal Rural de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.48075/actaiguaz.v6i4.16969

Palavras-chave:

Salinidade, carotenoide, catalase, prolina, íons

Resumo


O objetivo deste trabalho foi avaliar o mecanismo de tolerância à salinidade e identificar a concentração tolerável pela Moringa oleifera, com base em análises bioquímicas.  O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 2, correspondendo a quatro tratamentos salinos (0, 40, 80 e 120 mM de NaCl) e dois períodos de avaliação (15 e 30 dias), com seis repetições por tratamento. Avaliou-se a percentagem de dano das membranas, o índice de verde, pigmentos fotossintéticos, solutos orgânico, atividade das enzimas antioxidativas e solutos inorgânicos. As plantas submetidas até 80 mM de NaCl, apresentaram o índice de verde (40,4), bem como os teores de clorofila a e b semelhantes estatisticamente ao tratamento controle, enquanto que para os carotenoide houve um aumento de 63%. O sistema antioxidativo da catalase, ascorbato peroxidase e guaicol peroxidase se manteve semelhante ao tratamento controle, o que permitiu a atuação destas enzimas em minimizar os danos provocados pelo vazamento de eletrólitos que foi superior em 67%. Observou-se também altas concentrações de prolina nas folhas (0,5482 mmol.g-1 MF) e de íons de Na+, para folhas (9,69 g.kg-1), caules (8,02 g.kg-1) e raízes (16,05 g.kg-1), sem prejuízos na absorção de K+, Mg2+ e P. A moringa utiliza como estratégia de tolerância à salinidade a produção de carotenoide, a manutenção do sistema de defesa antioxidante, o acúmulo de prolina e de íons de Na+, o que permite seu desenvolvimento até a concentração de 80 mM de NaCl.

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Publicado

16-12-2017

Como Citar

SILVA, E. C. A. da. MECANISMOS BIOQUÍMICOS EM MORINGA OLEIFERA LAM. PARA TOLERÂNCIA À SALINIDADE. Acta Iguazu, [S. l.], v. 6, n. 4, p. 54–71, 2017. DOI: 10.48075/actaiguaz.v6i4.16969. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/16969. Acesso em: 26 out. 2021.

Edição

Seção

ARTIGOS CIENTÍFICOS