Remediação de água cinza por meio de fitorremediação e tecnologias intermitentes de filtro de areia visando o reuso na irrigação de jardins

Autores

  • Jéssica Manfrin Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Programa de Pós Graduação em Agronomia https://orcid.org/0000-0002-7218-5628
  • Igor José Malfetoni Ferreira Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, Programa de Pós-Graduação em Sensoriamento Remoto, São José dos Campos – SP/Brasil
  • Leandro Silva Quaresma Instituto Tecnológico Vale – ITV, Programa de Pós-Graduação em Uso Sustentável dos Recursos Naturais em Regiões Tropicais, Belém – PA/Brasil
  • Phillip T McCreanor Mercer University, Escola de Engenharia, Macon – Geórgia/Estados Unidos
  • Affonso Celso Gonçalves Jr Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Programa de Pós-Graduação em Agronomia, Marechal Cândido Rondon – PR/Brasil

DOI:

https://doi.org/10.48075/actaiguaz.v8i2.19455

Palavras-chave:

tratamento de águas residuais, reuso de águas, tecnologias alternativas para o tratamento de águas residuais.

Resumo


A fim de garantir a qualidade dos recursos hídricos, estudos envolvendo o reuso de águas cinzas e a utilização de fitorremediação na remoção de contaminantes têm se tornado uma alternativa viável para reaproveitamento e consequentemente, redução do consumo de água tratada. Este trabalho objetivou avaliar características da água cinza, por meio de sistema envolvendo filtros de areia e plantas, avaliar a remoção de DQO e DBO5 pelo sistema e, verificar a possibilidade de reuso na irrigação de jardins. Para tal, elaborou-se filtros de areia com diâmetro médio de grãos de 0,5 mm e 0,25 mm, nos quais realizou-se o tratamento de água cinza sintética. Em dois filtros houve a consorciação com plantas (uma coluna Liriope muscari e outra coluna Hedera helix). Os resultados evidenciaram elevada remoção de DQO, apresentando redução de 64,33%, 63,78% e 60, 72%, nos filtros sem planta, com a espécie H. helix e L. muscari, respectivamente. Já para o parâmetro DBO5, as remoções observadas foram de 77,13%, 74,30% e 66,91%, para os filtros com L. muscari, sem planta e H. helix, respectivamente. Em relação ao reuso das águas em jardins, observou-se que a partir do 31°, 32° e 34° de detenção hidráulica, para os tratamentos sem planta, L. muscari e H. helix, respectivamente, houve a redução exigida pela legislação. Diante disso, conclui-se que a utilização de filtros de areia no tratamento de águas cinzas apresentou resultados positivos e que a consorciação com plantas contribuiu para a remoção de DQO e DBO5.

Biografia do Autor

Jéssica Manfrin, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Programa de Pós Graduação em Agronomia

Engenherira Ambiental, mestranda em Agronomia.

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Publicado

20-07-2019

Como Citar

MANFRIN, J.; FERREIRA, I. J. M.; QUARESMA, L. S.; MCCREANOR, P. T.; GONÇALVES JR, A. C. Remediação de água cinza por meio de fitorremediação e tecnologias intermitentes de filtro de areia visando o reuso na irrigação de jardins. Acta Iguazu, [S. l.], v. 8, n. 2, p. 59–68, 2019. DOI: 10.48075/actaiguaz.v8i2.19455. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/19455. Acesso em: 10 ago. 2022.

Edição

Seção

ARTIGOS CIENTÍFICOS