Incrustação de mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) nas telas de tanques-rede

Autores

  • Mateus Antonio Besen
  • Nilton Garcia Marengoni

DOI:

https://doi.org/10.48075/actaiguaz.v8i5.23792

Palavras-chave:

área aquícola, bezinal e PVC, incrustação biológica.

Resumo


O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) está entre os principais organismos promotores de incrustações, ocasionando enormes prejuízos econômicos e ambientais. Objetivou-se avaliar a incrustação de mexilhão-dourado em duas telas (PVC e Bezinal; primeiro e segundo usos) para tanques-rede instalados em uma área aquícola no reservatório da Itaipu Binacional. O delineamento experimental foi em arranjo fatorial 2x2, sendo dois tipos de telas (PVC e Bezinal) e duas idades (primeiro e segundo uso), totalizando quatro tratamentos e 12 réplicas. Os moluscos foram retirados das telas, após três meses de uso, e avaliados quanto à biomassa, para determinação da massa média individual, massa total de mexilhões e massa total de substratos, e mensurados quanto ao comprimento, largura e altura. Verificou-se que a tela Bezinal proporcionou as menores dimensões (comprimento, largura e altura) e massa média individual de mexilhões em relação à tela PVC (P<0,05). As dimensões e massa média individual de mexilhões incrustados nas telas de primeiro uso foram inferiores em relação às telas de segundo uso (P<0,05). A massa total de mexilhões e massa de substratos aderidos na tela Bezinal foram inferiores às obtidas na tela PVC, tanto na avaliação de telas de primeiro uso, quanto de segundo uso (P<0,05). A utilização do arame revestido da liga Bezinal é mais eficiente em relação ao revestido em PVC, como material anti-incrustante, para tanques-rede. Porém, nas telas de segundo uso há tendências de aumentar a massa total de substratos incrustados na tela Bezinal e incrementar a massa total de mexilhões na tela PVC.

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Publicado

17-12-2019

Como Citar

BESEN, M. A.; MARENGONI, N. G. Incrustação de mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) nas telas de tanques-rede. Acta Iguazu, [S. l.], v. 8, n. 5, p. 60–68, 2019. DOI: 10.48075/actaiguaz.v8i5.23792. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/23792. Acesso em: 13 ago. 2022.

Edição

Seção

ARTIGOS CIENTÍFICOS