Por uma matemática decolonial: escrevivências, escutatória e etnomatemática na formação docente
DOI:
https://doi.org/10.48075/zt02jx05Palavras-chave:
Decolonialidade; Etnomatemática; Matemática.Resumo
A colonialidade do saber e do poder ainda marca profundamente o ensino da Matemática no Brasil, sustenta currículos rígidos, práticas conteudistas e a invisibilização de saberes culturais. Este artigo busca problematizar a Educação Matemática a partir de quatro aportes teóricos: as escrevivências, a escutatória e a decolonialidade em diálogo com a Etnomatemática. A proposta é refletir sobre como narrativas, práticas culturais e uma escuta ativa podem contribuir para romper com o paradigma da educação bancária e abrir espaço para uma Matemática viva, crítica, diaspórica e situada nos contextos de vida dos sujeitos. Argumenta-se que a escrita de si e do coletivo permitem articular práticas decoloniais na formação de professores e no cotidiano escolar a partir da escuta de “outros sujeitos”. Assim, aponta-se a necessidade de uma Educação Matemática que se constitua na diversidade, como prática de liberdade, e que legitime os saberes historicamente silenciados.
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