DITADURA “CIVIL-MILITAR”?: CONTROVÉRSIAS HISTORIOGRÁFICAS SOBRE O PROCESSO POLÍTICO BRASILEIRO NO PÓS-1964 E OS DESAFIOS DO TEMPO PRESENTE

Autores

  • Demian Bezerra de Melo

Palavras-chave:

Ditadura civil-militar, Historiografia, Revisionismo.

Resumo


O propósito deste texto é discutir a limitação de uma noção que desde os anos 2000 tem ganhado ares de “renovação conceitual” para o entendimento do regime ditatorial implantado no Brasil em 1964. A partir da constatação trivial de que tanto na operação do golpe de Estado quanto na condução da ditadura houve participação importante de setores não-fardados em posições relevantes, esta idéia busca definir tal situação a partir do termo “civil-militar” adjetivando tanto o golpe de 1964 quanto a ditadura que se seguiu. A partir de um apanhado na literatura, procura-se apontar as insuficiências e os desdobramentos mistificadores que tal noção encerra, em primeiro lugar por naturalizar uma visão corporativa dos militares sobre a sociedade; em segundo, por não ser capaz de dar conta dos nexos reais que articularam o grande capital monopolista com o aparelho de Estado naquela quadra histórica.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

DE MELO, D. B. DITADURA “CIVIL-MILITAR”?: CONTROVÉRSIAS HISTORIOGRÁFICAS SOBRE O PROCESSO POLÍTICO BRASILEIRO NO PÓS-1964 E OS DESAFIOS DO TEMPO PRESENTE. Espaço Plural, [S. l.], v. 13, n. 27, p. 39–53, 2000. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/espacoplural/article/view/8574. Acesso em: 9 dez. 2021.

Edição

Seção

Dossiê: Ditaduras de Segurança Nacional e Terrorismo de Estado