IMPLICAÇÕES DE SUBCULTURAS INCEL, MISOGINIA E PROCESSOS DE RADICALIZAÇÃO DIGITAL NOS PROCESSOS SOCIOEMOCIONAIS EM ADOLESCENTES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/6q3vhj30

Palavras-chave:

Subcultura Incel, Misoginia Online, Radicalização Digital, Violência Escolar, Saúde Mental

Resumo

A violência escolar tem assumido novas configurações, influenciadas pela mediação das interações sociais por tecnologias digitais. Entre os fenômenos emergentes, destacam-se as subculturas incel e a misoginia online, marcadas pela circulação de discursos de ódio, narrativas de ressentimento e processos de radicalização em ambientes virtuais. Este artigo investigou, a partir da articulação entre estudos empíricos e modelos teóricos da psicologia e sociologia, os processos de formação e manutenção dessas subculturas, enfatizando suas implicações para a violência e o desenvolvimento socioemocional de adolescentes. A análise foi estruturada em três eixos: (1) conceitualização do fenômeno; (2) processos psicológicos e comportamentais associados; e (3) fatores de risco e estratégias de prevenção. Os resultados indicam que a identidade incel constitui uma construção identitária na qual sofrimento psíquico, rejeição e isolamento social são reinterpretados por vieses cognitivos e ideologias fatalistas, como a blackpill. Em câmaras de eco online, essas vulnerabilidades frequentemente se convertem em discursos misóginos e manifestações agressivas, reverberando no contexto escolar por meio de incivilidades, bullying e cyberbullying. As trajetórias de radicalização resultam da interação entre vulnerabilidades individuais, fragilidades nas redes de apoio e a arquitetura algorítmica das plataformas digitais. Conclui-se que a prevenção demanda abordagens biopsicossociais integradas, com implementação de programas de educação socioemocional, alfabetização digital crítica e promoção de masculinidades positivas e relações de gênero equitativas nas escolas.

Biografia do Autor

  • Edimilson dos Santos Gonçalves, Universidade de Brasília

    Bacharel em Psicologia (2020), Psicólogo (2021), Mestre (2024) e Doutorando em Ciências do Comportamento (Cognição e Neurociências do Comportamento) pela Universidade de Brasília (UnB). Investigo processos cognitivos e perceptuais, com ênfase em efeitos de expectativa, treinamento cognitivo e na influência dos videogames sobre o desempenho cognitivo. Trabalho com métodos experimentais, medidas comportamentais e psicofisiológicas. Possuo experiência em pesquisa aplicada em políticas públicas, avaliação psicológica, construção de instrumentos e análise de dados. Atuei como professor no Centro Universitário do Distrito Federal UDF (20242025), ministrando disciplinas como Neurofisiologia, Psicobiologia, Psicologia e Educação e Psicologia Social. Dedico minha formação às áreas de Psicologia Cognitiva, Percepção, Neurociências, Psicobiologia e Psicometria, com interesse em tecnologia, processos psicológicos básicos, saúde mental e comportamento humano.

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Publicado

21-10-2026

Edição

Seção

VIOLÊNCIA ESCOLAR, CONFLITOS E IMPACTOS SOCIOEMOCIONAIS

Como Citar

DOS SANTOS GONÇALVES, Edimilson. IMPLICAÇÕES DE SUBCULTURAS INCEL, MISOGINIA E PROCESSOS DE RADICALIZAÇÃO DIGITAL NOS PROCESSOS SOCIOEMOCIONAIS EM ADOLESCENTES. Ideação, [S. l.], v. 28, n. 2, p. 76–98, 2026. DOI: 10.48075/6q3vhj30. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/ideacao/article/view/37711. Acesso em: 27 out. 2026.