ENTRE A NORMA E O VÍNCULO: MEDIAÇÃO DE CONFLITOS E LACUNAS JURÍDICAS NA VIOLÊNCIA ESCOLAR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/kr8xtw15

Palavras-chave:

Violência escolar, Mediação de conflitos, Impactos socioemocionais, Justiça restaurativa, Política educacional

Resumo

Este ensaio problematiza o descompasso entre o arcabouço jurídico-punitivo brasileiro de enfrentamento à violência escolar e a ausência de políticas estruturadas de mediação de conflitos e cuidado socioemocional. A partir da análise de legislações recentes (a Lei nº 14.811/2024, que tipifica o bullying e o cyberbullying no Código Penal, e o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (SNAVE), instituído pela Lei nº 14.643/2023 e regulamentado pelo Decreto nº 12.006/2024), argumenta-se que a resposta estatal privilegia a tipificação penal e o monitoramento em detrimento de mecanismos preventivos e relacionais. Com base em dados empíricos de Gadea, Alves e Gadea (2025) sobre os impactos socioemocionais da violência entre estudantes do Ensino Fundamental, o texto articula a classificação de conflitos e os modelos de mediação propostos por Chrispino (2007) à matriz da justiça restaurativa de Zehr (2008), defendendo que a mediação constitui um paradigma pedagógico anterior e complementar à sanção penal. Conclui-se que a mediação de conflitos deve ser incorporada como política pública estruturada, com formação docente obrigatória, financiamento específico e integração formal ao SNAVE, e não permanecer como prática pontual dependente da iniciativa individual das escolas.

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Publicado

21-10-2026

Edição

Seção

VIOLÊNCIA ESCOLAR, CONFLITOS E IMPACTOS SOCIOEMOCIONAIS

Como Citar

GONÇALVES, Célio J.; DE SOUZA, Fábio Jr. ENTRE A NORMA E O VÍNCULO: MEDIAÇÃO DE CONFLITOS E LACUNAS JURÍDICAS NA VIOLÊNCIA ESCOLAR. Ideação, [S. l.], v. 28, n. 2, p. 248–265, 2026. DOI: 10.48075/kr8xtw15. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/ideacao/article/view/38079. Acesso em: 27 out. 2026.