Comunicação sobre uso e função social da terra nas redes sociais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Rondônia (2019-2022)
DOI:
https://doi.org/10.48075/ijerrs.v7i3.36847Resumo
O cenário da expansão das monoculturas de soja e milho, além da pecuária, em Rondônia tem impulsionado os latifúndios e pressionando o campesinato. As comunidades quem vivem da/pela terra têm sofrido as consequências do mal uso do solo, da contaminação dos agrotóxicos e da concentração de propriedades nas mãos de poucos. Os movimentos sociais do campo se colocam num lugar de defesa da terra, pelo uso sustentável da terra, contra a exploração dos recursos naturais. Objeto deste trabalho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra apresenta-se como um destes movimentos em defesa da terra e do bem-estar social, com o projeto da Reforma Agrária Popular, imbricado com os princípios do uso e função social da terra, descritos no Estatuto da Terra e na Constituição Federal de 1988. A comunicação é uma das ferramentas de manifestação deste movimento e de seu projeto de sociedade, combatendo à desinformação e com propósito de socializar a forma como a terra sustenta não apenas as trabalhadoras e trabalhadores rurais, especialmente da agricultura familiar, mas a todas as pessoas que se beneficiam da produção oriunda de acampamentos e assentamentos da reforma agrária, em feiras e mercados locais. Por entender que a comunicação é uma arma de combate, este trabalho apresenta dados sobre publicações das redes sociais, Instagram e Facebook, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Rondônia, entre os anos de 2019 e 2022, sobre o uso e função da terra. Com suporte em pesquisa bibliográfica e documental, com abordagem qualitativa, foram analisadas 343 postagens, tendo como resultado da investigação, 19,3% das produções com divulgações diretas sobre o tema. A pesquisa subsidia a apreensão da forma como o movimento social comunica suas ações no ambiente virtual, proporcionando base para promoção de estudos e ações extensionistas de aproximação da universidade com estes sujeitos sociais, e para contribuir na troca de experiências sobre processos de comunicação comunitária e popular e fortalecimento de ecossistemas comunicativos dos movimentos sociais do campo em Rondônia.
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