O que pensam os licenciandos de Pedagogia sobre argumentação?

Autores

  • Maria Eduarda de Brito Cruz Universidade Federal do Acre
  • Verônica Tavares Santos Batinga Universidade Federal Rural de Pernambuco
  • Angela Fernandes Campos Universidade Federal Rural de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.5935/1981-4755.v27n62a04

Resumo

Este trabalho tem como objetivo analisar as concepções de licenciandos de Pedagogia acerca da argumentação. A pesquisa foi realizada em uma Universidade Federal do Nordeste e contou com a participação de cinquenta estudantes, no contexto da pandemia do COVID-19. Foi elaborado e aplicado um questionário por meio do Google Forms, de modo a garantir a segurança dos participantes. As respostas foram analisadas a partir de categorias temáticas do referencial da argumentação. Os resultados apontaram aproximações entre as conceituações e caracterizações da argumentação apresentadas pelos principais pesquisadores da área. Também foram evidenciados aspectos essenciais para que atividades didáticas possuam potencial argumentativo e promovam a emergência de movimentos argumentativos em sala de aula. Os participantes ressaltaram o papel do professor na elaboração de atividades argumentativas e para manutenção da argumentação nas aulas. Conclui-se que as concepções dos professores sobre argumentação refletem diretamente nas suas práticas pedagógicas. Diante disso, compreende-se a relevância de abordar esta temática na formação inicial e continuada de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental, visando integrá-la ao ensino e aprendizagem em aulas de ciências.

Biografia do Autor

Verônica Tavares Santos Batinga, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Licenciada em Química (1999) e mestre em Ensino das Ciências (2003) pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Doutora em Educação (2010) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Realizou Estágio Pós-doutoral (2024-2025) sobre a Argumentação no Ensino de Ciências na UFS. Atualmente é professora Associada do Departamento de Química (DQ), professora permanente dos Programas de Pós-graduação em Ensino das Ciências (PPGEC), do Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI) e da Rede Nordeste de Ensino (RENOEN),- Doutorado, foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ensino da Rede Nordeste de Ensino (RENOEN) - Doutorado, - todos da UFRPE.. Foi professora da UFPE (2009 a 2012), coordenadora do Programa de Pós-Graduação da RENOEN (2022-2024), coordenadora da area Química do Programa de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID)/UFRPE (2014-2016) e coordenadora do Curso de Licenciatura em Química da UFRPE (2018-2019). É membro da Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC) e da Sociedade Brasileira de Ensino de Química (SBEnQ). Participa dos grupos de pesquisa Linguagem, discurso e argumentação no ensino e aprendizagem de ciências e Didática e Conceituação em Ciências, cadastrados no DGP do CNPq. É coordenadora do núcleo de pesquisa Ensino e Aprendizagem baseados na Resolução de Problemas (NUPEABRP) certificado pelo CNPq e vinculado ao DQ, PPGEC, PROFQUI e RENOEN da UFRPE. Ministra disciplinas relacionadas com o Ensino de Química no Curso de Licenciatura em Química. Tem experiência em pesquisa na área de Educação em Ciências e Química, com ênfase nas temáticas: Resolução de Problemas e Aprendizagem baseada em Problemas nas áreas de Ciências/Química, Desenvolvimento de Sequências Didáticas, Formação de Professores de Química, Ensino de Ciências por Investigação, Argumentação e Perspectiva CTS no Ensino de Química.

Angela Fernandes Campos, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Possui graduação em Química Industrial pela Universidade Federal da Paraíba (1990), mestrado em Química Inorgânica pela Universidade Federal da Paraíba (1993) e doutorado em Química Inorgânica pela Universidade Federal de Pernambuco (1998). Foi vice-diretora do Departamento de Química no período de 1999-2003. Coordenadora do Curso de Especialização em Ensino de Química no período de 2008 a 2010. Diretora do Núcleo de Inovação Tecnológica da Universidade Federal Rural de Pernambuco e Coordenadora do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação ao Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no período de agosto de 2012 a janeiro de 2014. Coordenadora do Curso de Licenciatura em Química no período de fevereiro de 2014 a junho de 2016. Atualmente é professora Titular do Departamento de Química. Coordenadora do núcleo de pesquisa Ensino e Aprendizagem baseados na Resolução de Problemas (NUPEABRP) certificado pelo CNPq e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ensino das Ciências (PPGEC). Membro do PPGEC, Nível - Mestrado e Doutorado da Universidade Federal Rural de Pernambuco e membro do Mestrado profissional de Química em Rede Nacional. Tem experiência na área de Educação Química, com ênfase em Formação de Professores e Estratégias Didáticas para o Ensino de Química pautadas na abordagem por resolução de problemas.

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Publicado

07-05-2026

Como Citar

DE BRITO CRUZ, M. E.; TAVARES SANTOS BATINGA, V.; FERNANDES CAMPOS, A. O que pensam os licenciandos de Pedagogia sobre argumentação?. Línguas & Letras, [S. l.], v. 27, n. 62, 2026. DOI: 10.5935/1981-4755.v27n62a04. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/linguaseletras/article/view/36931. Acesso em: 11 maio. 2026.

Edição

Seção

ENSINO DE ARGUMENTAÇÃO: PRÁTICAS EDUCATIVAS E FORMAÇÃO DOCENTE