O ANTICRISTO, DE LARS VON TRIER: SIMBOLOGIAS E LEITURAS

Autores

  • Claudiana Soerensen
  • Priscilla de Paula Cordeiro

Resumo


Neste artigo trabalharemos alguns símbolos presentes na obra fílmica Anticristo de Lars Von Trier. Iniciaremos o trabalho destacando a personagem interpretada pela atriz Charlotte Gainsbourg, enquanto pesquisadora, mãe e esposa, transformada, pela perda de seu filho, em uma figura curiosa e “insana”. Embora seu marido, personagem de Willem Defoe, participe em toda a história, este se apresenta como mero joguete das atitudes de sua mulher, não sendo profundamente estudado neste trabalho. Observaremos os paradoxos apresentados no filme como o mal vs. bem, homem vs. mulher, racional vs. emocional. A análise da obra se dará pelo viés técnico (de acordo com o Manifesto Dogma 95, fundado pelo diretor do filme); filosófico, através de Nietzsche; tautológico, através de Philippe Áries; psicanalítico, com Freud e Marcuse; e simbológico (Gnose, Mitologia Hindu, Lendas chinesas, Mitologia Nórdica). Há, no filme três importantes divisões: Um prólogo, o epílogo e o Éden (subdividido em outras quatro partes: A dor, o luto, o desespero e os três mendigos). Também iremos destacar “Os três mendigos” compreendendo a simbologia destes que aparecem na forma de animais: um veado, uma raposa e um corvo. Outro ponto relevante a ser percebido neste texto será a culpa, responsável pelas atitudes da personagem protagonista da história, possível motivo por algumas atitudes dela no transcorrer da narrativa.

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Publicado

19-12-2014

Como Citar

SOERENSEN, C.; CORDEIRO, P. de P. O ANTICRISTO, DE LARS VON TRIER: SIMBOLOGIAS E LEITURAS. Travessias, Cascavel, v. 8, n. 3, 2014. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/10728. Acesso em: 5 dez. 2021.

Edição

Seção

ARTE E COMUNICAÇÃO