Afinal, quando iniciamos a análise textual discursiva?

Um ensaio das percepções iniciais na visão de pós-graduandos da área de ensino de Ciências

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/rt.v16i1.27927

Palavras-chave:

Análise Textual Discursiva, Ensino de Ciências, Pesquisa qualitativa, Pós-Graduação.

Resumo


O mergulho em um universo novo traz um misto de sentimentos, inseguranças, angústias e expectativas, não seria diferente na Pós-Graduação. Neste texto, expomos nossa visão e percepção, como alunos de um programa de Ensino em Ciências, frente à Análise Textual Discursiva (ATD) de Moraes e Galiazzi. Também evidenciamos ideias gerais sobre essa metodologia, que adotaremos em nossas pesquisas no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. As reflexões e compreensões apresentadas resumem os assuntos explorados e discutidos em encontros on-line organizados e mantidos pelos alunos do programa. Aliás, um espaço de aprendizados, de exposições de ideias, de compreensões, de criação de sentidos e de constituição de autoria sobre a ATD, bem como dos fenômenos estudados em cada pesquisa. Além disso, consideramos que grupos de discussões dessa natureza sejam essenciais para preparar novos pesquisadores, à medida que fortalece o vínculo dos alunos com o programa e seus pares. Após os encontros, ainda sentimos que, para conhecer algo de forma mais profunda a respeito da metodologia, faz-se necessário a pesquisa e a escrita constantes do aporte referencial teórico, incluindo a prática (em campo) com os procedimentos científicos da análise que ainda não iniciamos.

Biografia do Autor

Danilo de Oliveira Kitzberger, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Possui graduação em Física (licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (2019) e formação técnica-profissional em informática (2013). Tem experiência em projetos de iniciação científica e extensão com foco no ensino de Ciências, Astronomia e Física.

André Bonfante Bório, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

Aluno do programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática, pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE. Graduado em Licenciatura em Ciências Exatas - Física, pela Universidade Federal do Paraná - UFPR, Setor Palotina. Tem interesse no entendimento caracterizado por "materiais de baixo custo". Tendo seu Trabalho de Conclusão de curso denominado "Entendimento do termo Materiais de Baixo custo (MBC)". Desenvolvido também Projeto Licenciar nessa área.

Dulce Maria Strieder, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

Possui graduação em Física pela Universidade Federal de Santa Maria (1995), mestrado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (1998) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2007). É docente na Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE, com atuação na área de Física e no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática (Mestrado e Doutorado) do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas/UNIOESTE. Tem experiência na área de Ensino de Ciências/Física, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores e cultura científica.

Jeniffer Sabrina Machado, Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)

Graduada em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR - Campus Santa Helena. Especialização em Práticas Inovadoras em Educação pela Faculdade UNICESUMAR. Atualmente mestranda bolsista do Programa de Pós Graduação em Educação em Ciências e Educação Matemática (PPGECEM) pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE campus Cascavel/PR.

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Publicado

30-04-2022

Como Citar

KITZBERGER, D. de O.; BÓRIO, A. B.; STRIEDER, D. M.; MACHADO, J. S. Afinal, quando iniciamos a análise textual discursiva? Um ensaio das percepções iniciais na visão de pós-graduandos da área de ensino de Ciências. Travessias, Cascavel, v. 16, n. 1, p. 2–11, 2022. DOI: 10.48075/rt.v16i1.27927. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/27927. Acesso em: 6 out. 2022.

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