PLANTAS DE COBERTURA E SEUS EFEITOS NA BIOMASSA MICROBIANA DO SOLO

Indiana Bersi Duarte, Anderson de Souza Gallo, Michele da Silva Gomes, Nathalia de França Guimarães, Daniel Passareli Rocha, Rogério Ferreira da Silva

Resumo

Objetivou-se, com o presente trabalho, verificar o desempenho de plantas de cobertura na produção de massa seca e avaliar as alterações promovidas por essas plantas na biomassa microbiana do solo e sua atividade. Os estudos foram desenvolvidos em dois municípios distintos: Experimento 1 - realizado em Glória de Dourados, MS, com os seguintes tratamentos: mucuna-preta, crotalária, feijão-de-porco, guandu-anão, milheto e uma área em pousio; Experimento 2 - realizado em Nova Alvorada do Sul, MS. Os tratamentos constaram de diferentes arranjos de consórcios entre mucuna-preta e milheto: cultivo solteiro de mucuna-preta; cultivo solteiro de milheto; consórcio de 25% de milheto + 75% de mucuna-preta; 50% de milheto + 50% de mucuna-preta; 75% de milheto + 25% de mucuna-preta e uma área em pousio. Nos dois experimentos foram avaliadas áreas com fragmento de vegetação nativa. Os experimentos foram conduzidos em blocos casualizados, com quatro repetições. No experimento 1 verificaram-se maiores produções de fitomassa da parte aérea nas espécies de crotalária, guandu-anão e milheto. Os valores de C-BMS e matéria orgânica do solo (MOS) foram maiores na vegetação nativa. Dentre as espécies cultivadas os maiores valores de C-BMS foram verificados na crotalária. No experimento 2, não houve diferença significativa na produção de massa seca entre os tratamentos. Os maiores valores de C-BMS e quociente microbiano foram proporcionados pelo cultivo de mucuna-preta solteira, em relação ao pousio e ao cultivo de milheto. O consórcio 50 % milheto + 50 % mucuna-preta favoreceu a respiração basal da biomassa microbiana.

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