QUALIDADE DAS HASTES FLORAIS DE NOVE CULTIVARES CRISÂNTEMO DE CORTE COM DIFERENTES DESPONTES

Janine Farias Menegaes, Rogério Antônio Bellé, Fernanda Alice Antonello Londero Backes, Andressa Pozzatti Zago, Felipe de Lima Franzen

Resumo

O desponte é uma prática essencial para maioria das cultivares de vaso, no entanto, esta pode ser estendida para a produção de crisântemo de corte (Dendranthema grandiflora Tzelev), quando há menor disponibilidade de mudas. Essa técnica favorece novas brotações que produziram hastes floríferas. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do desponte na qualidade das hastes florais de nove cultivares de crisântemo de corte. O experimento foi realizado na estufa no Setor de Floricultura da UFSM, em delineamento inteiramente casualizado, com esquema fatorial 9x2 (nove cultivares de crisântemo de corte e dois manejos de desponte), com cinco repetições.  As estacas de crisântemo foram coletas no jardim clonal do próprio setor e enraizadas em casca de arroz carbonizada com duas semanas de dias longos (SDL). As mudas com e sem despontes foram transplantadas em canteiros com 64 hastes m-2. O desponte apical ocorreu no momento do plantio removendo-se a porção terminal e conservando 2 hastes por muda, após o desponte forneceu-se 4 SDL. Avaliaram-se parâmetros fitotécnicos e comerciais. Observou-se que as plantas despontadas obtiveram maiores números de nós foliares e de inflorescência em relação às plantas sem desponte. O comprimento das hastes com e sem desponte foram de 97,7 e 107,4 cm respectivamente, acima do padrão de comercialização. A massa média das hastes despontadas foram 11% menor que as plantas sem desponte. As nove cultivares conduzidas com desponte resultaram em hastes florais com menor diâmetro, influenciando na sua qualidade, conferindo hastes leves e frágeis.

 

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