Processos de Estrangeirização Discente: o Aluno e a Ciência sem Significado

Alexandre Brito Pinheiro

Resumo

O texto que se segue tem como foco principal a abordagem da problemática da linguagem na geografia e como no decorrer dos períodos os modos de produção condicionaram a interpretação do espaço bem como sua representação criando um habitus e um modus operandi hegemônico que acaba por homogeneizar as visões de mundo em torno de um único plano ideológico e uma única verdade possível. Verdade essa que só se expressa como possibilidade e como crença na configuração das ciências com seu viés metafísico que separa sujeito e objeto em um dualismo que instiga os pesquisadores por um caminho que leva às interpretações universalizadoras e genéricas que estancam o processo do conhecimento e eliminam os processos históricos da equação como se houvesse uma cúpula além da realidade mundana onde o cientista pudesse observar e catalogar as verdades absolutas sem precisar atentar para a práxis humana. As reflexões que se encontram nesse texto tiveram origem e foram orientadas pela leitura da tese de doutoramento da Professora Doutora Ângela Massumi Katuta O Estrangeiro no Mundo da Geografia de 2004 que realiza um profundo estudo sobre a geografia e as abordagens que essa ciência faz.

Palavras-chave

Geografia, Linguagem, Espaço, Educação

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