IMAGENS DOS AUTÓCTONES AMERICANOS: ENTRE OS REGISTROS OFICIAIS E A FICÇÃO HÍBRIDA

Rodrigo Smaha Lopes, Gilmei Francisco Fleck

Resumo

Este artigo tem como objetivo mostrar – por meio do contraponto entre os documentos oficiais: o Diário de bordo Colombo (1492) e A Carta de Caminha (1500), e o gênero romance histórico produzido nas Américas – como a literatura buscou revelar à sociedade outras imagens dos nativos que não aquelas estereotipadas dos documentos históricos produzidos pelos europeus. Tais registros deram conta de seus aspectos físicos e psíquicos de forma taxativa, desvalorizando os nativos, vistos como seres fáceis de dominar, catequizar e escravizar. Acreditamos que as imagens literárias dos autóctones americanos, integrantes das sociedades híbridas e mestiças das nações que se formaram em terras americanas, e que foram menosprezadas pelo discurso histórico hegemônico, passaram a ter outra representatividade no continente após o advento do gênero híbrido inaugurado por Walter Scott (1771–1832) em 1814, conforme buscamos evidenciar ao longo do texto.

Palavras-chave

Romance histórico; Autóctones americanos; Américas.

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