Entre a esperança e a busca: os filhos da Mãe-África

Claudiana Soerensen

Resumo

O poeta angolano Agostinho Neto convoca os irmãos, todos filhos da mãe-África, à luta. Mas não o faz de maneira tradicional, sob a plataforma política, antes, os convoca pela poesia, pelo lirismo do poema “Adeus à hora da largada”. A figura materna será responsável pelo grito contando as mazelas, bradando à mudança. Se em um primeiro momento o poema passa a impressão de resignação, na segunda parte o clamor é latente e a mudança é urgente. A presente interpretação pretende abordar a tradicional e profícua relação entre literatura e política na realidade de Angola.

 

Palavras-chave

Mãe-África; Agostinho Neto; “Adeus à hora da largada”; Literatura africana.

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