Sonhos Tropicais: filme do espaço, livro do tempo

Paulo Custódio de Oliveira, Juliane Santana Lópes

Resumo

A análise deste artigo procura compreender o livro Sonhos Tropicais (1996) do escritor e médico Moacyr Scliar e a adaptação fílmica homônima do cineasta brasileiro André Sturm (2002) pela perspectiva comparativa. Essas duas mídias, o livro e o cinema, possuem especificidades que as singularizam quando olhadas pela perspectiva generalizante do universo das Artes. Mas, são possíveis muitos pontos de convergência enriquecedores da visão crítica. Os instrumentos de cada uma proporcionam formas condizentes com o veículo que as suportam, ou seja, a narrativa romanesca alicerçada na prosa e a obra fílmica nas imagens, nos sons, nos cenários realistas e nas performances. Apoiados pelas taxionomias cinematográficas de Gilles Deluze em Imagem-tempo (2005) e pelas teorias da adaptação apresentadas por Linda Hutcheon (2013), exploraremos neste trabalho o potencial criativo de cada obra: o espaço cenográfico requintado do filme e a disparidade temporal do livro, demonstrando como as novas condições midiáticas de nosso tempo retroalimentam a criatividade dos artistas.

Palavras-chave

Relações interartes; Cinema; Literatura.

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