Levemos a mulher à Academia Brasileira de Letras! Tetrá de Teffé, a primeira romancista premiada pelos imortais

Gabriela de Lima Grecco

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar o papel das mulheres intelectuais e escritoras durante a década dos anos trinta e quarenta no Brasil, enfocando o seu estudo na romancista Tetrá de Teffé e na sua obra Bati à porta da vida, galardoada em 1941 com o Prêmio Machado de Assis, prêmio outorgado pela Academia Brasileira de Letras. Por um lado, se estuda o cânone literário como um espaço eminentemente patriarcal e, assim, busca-se compreender os conflitos existentes em relação ao ingresso das mulheres no panteão dos imortais, a Academia Brasileira de Letras. Por outro lado, através do semanário carioca O Malho, examina-se os discursos construídos pela imprensa e pelas próprias intelectuais para reivindicar a sua participação em um lugar de consagração cultural. Neste artigo, pois, há vidas esquecidas de mulheres brilhantes que foram importantes atrizes na arena política, social e cultural brasileira, mas que terminaram no porão da história e do cânone literário. Entre estas mulheres encontra-se Tetrazzini de Almeida Nobre de Teffé, escritora brasileira de grande prestígio durante as primeiras décadas do século XX. Porém, o status não-canônico de sua obra, tão frequente no caso de mulheres escritoras, demonstra a invisibilização e o silenciamento que sofreram diversas mulheres das letras.

Palavras-chave

Academia Brasileira de Letras; escritoras; cânone; Tetrá de Teffé.

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