INTERTEXTUALIDADE E TRADIÇÃO EM UMA PERSPECTIVA COMPARADA: O PRIMO BASÍLIO E SUAS ADAPTAÇÕES PARA AUDIOVISUAL

Carlos Alberto Correia, Márcia Gomes Marques

Resumo


Quando nos créditos de uma obra audiovisual encontra-se o verbete adaptação, a priori, parece tratar de uma afirmação sem maiores discussões. Porém o processo não é tão simplório como aparenta, pois as adaptações literárias coabitam um universo próprio, sendo assim, por mais que pareça igual é algo totalmente diferente. Este artigo tem como finalidade discutir a adaptação de obras literárias para outras linguagens. Para tal, lançar-se-á mão da análise de diferentes adaptações para o audiovisual de um clássico da literatura portuguesa “O primo Basílio”. As versões audiovisuais das obras literárias constituem uma nova produção que mantêm relações, em maior ou menor grau, com o original. As produções em análise são a minissérie global (1988), e o filme dirigido por Daniel Filho (2007). Vê-se que através do diálogo que se estabelece entre a cultura da palavra e aquela da imagem, toda adaptação deve necessariamente transformar o texto do qual faz parte, uma vez que se utiliza de signos e códigos diferentes em sua feitura, perpassando por um processo de releitura e resignificação.  Um dos focos a serem discutidos por esse trabalho é até que ponto essas resignificações se fazem presente? É nesse sentido que este artigo buscará discutir, em termos gerais, as relações dialógicas e intertextuais que se manifestam entre a literatura e o processo de adaptação na obra de Eça de Queirós, perpassando por conceitos como: intertextualidade, dialogismo, antropofagia e literatura comparada.

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Revista Travessias


PESQUISAS EM EDUCAÇÃO, CULTURA, LINGUAGEM E ARTE

ISSN 1982-5935 (versão eletrônica)

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