A INFLUÊNCIA DO TEMPO DE INTERNAMENTO HOSPITALAR E A PREVALÊNCIA DE ASSIMETRIAS CRANIANAS EM RECÉM-NASCIDOS

Jessica Yumie Higa, José Mohamud Vilagra, Fernanda Lucasynski Amaro, Ana Paula Simm Gobo

Resumo

Introdução: O tempo de internação prolongada ocasiona várias repercussões no desenvolvimento de recém-nascido, podendo gerar assimetrias cranianas posicionais, pois o cérebro encontra-se em uma fase de rápido crescimento e o resultado de pressões geradas no crânio acarreta na expansão e aumento do seu tamanho podendo resultar em graves sequelas. Objetivo: Nesse sentido o presente estudo teve como objetivo identificar a influência do tempo de internação hospitalar e a prevalência da assimetria craniana posicional de recém-nascidos internados na unidade de cuidados intermediários. Materiais e Métodos: Foi realizado aplicação de um questionário aos pais ou responsáveis, contendo dados pessoais, perguntas relacionadas a gestação, ao parto e aos hábitos diários. Posteriormente foi realizado uma avaliação observacional da morfologia craniana. Resultados: Numa amostra de 30 recém-nascidos, encontrou-se elevada prevalência de anormalidades cranianas (40%) sendo mais prevalente a escafocefalia (30%). Além disso foi possível verificar uma correlação forte dos dias de internamento hospitalar com os dias de ventilação mecânica invasiva (S = 229.7, p < 0.001) e ventilação mecânica não invasiva (S = 222.4, p = < 0.001) em recém-nascidos de parto cesárea. Conclusão: Portanto esse estudo demostrou que a longa permanência hospitalar pode influenciar na ocorrência de assimetrias cranianas, constatando a importância do cuidado postural. Verificou-se ainda, que recém-nascidos de parto cesárea que permaneciam maior período internado, necessitavam de mais dias na ventilação mecânica invasiva e não invasiva, podendo assim averiguar uma possível influência do parto cesárea no tempo de internamento e no uso de ventilação mecânica.

Palavras-chave

Saúde da Criança; Fisioterapia; Ciências da Saúde.

Texto completo:

PDF