Quem é o espírito livre em Humano, Demasiado Humano?
DOI:
https://doi.org/10.48075/ra.v11i3.32606Resumo
O presente trabalho se propôs a verificar as características que perpassam a personagem espírito livre em Humano, Demasiado Humano (1878): por certo não se trata do chamado livre-arbítrio; o homem que atingiu a liberdade se desvinculou da moral tradicional, assim tornando-se um imoral, ou seja, despreza o que é tido como dever pelos valores vigentes, não por acaso o difamam ou caracterizam-no de criminoso; ele é a exceção, enquanto seu irmão mais rude, a regra. A observação psicológica se mostrou enquanto condição para a investigação apropriada, procedimento vinculado às próprias intenções do pensamento de Nietzsche. É uma análise puramente psicológica e, portanto, não transcendente, o que se relaciona com a nova psicologia antidogmática proposta por Nietzsche. O filósofo alemão preocupa-se, no início do capítulo segundo, com a carência de observação psicológica por parte das pessoas, e isso permitiu o presente trabalho concluir que esse procedimento é realizado apenas por espíritos livres, ou seja, as exceções. Com efeito, o sujeito preso no cativeiro moral não investiga suas motivações na mesa de dissecação psicológica, pois vincula-se aos métodos tradicionais.
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