A crise dos limites planetários e a urgência de ação: o papel estratégico do Brasil na governança climática global

Brazil's strategic role in global climate governance

Autores

  • Jose Luiz Esteves BSSP Business School

DOI:

https://doi.org/10.48075/ijerrs.v7i3.36966

Resumo

O artigo analisa a transgressão dos limites planetários e suas implicações para a sustentabilidade global, articulando o papel estratégico do Brasil na governança do clima e na implementação da Agenda 2030. Com base em atualizações do arcabouço Planetary Boundaries (2015–2025), em que seis dos nove limites estão transgredidos e indicadores ‘seguros e justos’ sugerem sete de oito dimensões excedidas em nível global, discute-se como tais ultrapassagens elevam riscos sistêmicos e custos de transição. Combinando revisão de literatura e análise documental (IPCC AR6, UNEP Emissions Gap Report 2024, G20 Brasil 2024) e evidências recentes da COP30 (Belém, 2025), propõe-se um Modelo Integrado de Governança para o Brasil (MIG-BR) centrado em: (i) transição energética justa; (ii) proteção e restauração de biomas (Amazônia e Cerrado); (iii) financiamento climático com instrumentos público-privados (NbS e finanças para natureza); e (iv) ciência de dados e métricas ESG para decisões baseadas em evidências. Destacam-se resultados sobre a redução do desmatamento (Amazonas/Cerrado), desafios de incêndios e a lacuna de investimento em florestas, além da necessidade de elevar a ambição das NDCs até 2035. Conclui-se que o Brasil possui vantagens comparativas para liderar uma virada (Baku→Belém→2035), integrando justiça socioambiental, inovação e coordenação institucional multinível.

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Publicado

12-12-2025

Como Citar

ESTEVES, Jose Luiz. A crise dos limites planetários e a urgência de ação: o papel estratégico do Brasil na governança climática global: Brazil’s strategic role in global climate governance. International Journal of Environmental Resilience Research and Science, [S. l.], v. 7, n. 3, 2025. DOI: 10.48075/ijerrs.v7i3.36966. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/ijerrs/article/view/36966. Acesso em: 15 set. 2026.

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