Resistência e denúncia contra o racismo/machismo nas vozes de poetas mulheres negras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.48075/rt.v14i3.26349

Palavras-chave:

Poesia negra, vozes mulheres, resistência, denúncia.

Resumo


O presente artigo traz como tema a poesia afrofeminina como via de ressignificação da história por meio de vozes deixadas à margem da sociedade pelo discurso histórico oficial. A pesquisa se justifica pela pouca visibilidade destas poetas negras, que realizam um trabalho de denúncia e sensibilidade, apresentando por meio de seus versos, uma nova versão dos fatos que desde sempre são contados pelo viés do vencedor no Brasil. O artigo trata da vida e da obra das poetas Angela Lopes Galvão, Conceição Evaristo, Miriam Alves e Esmeralda Ribeiro, trazendo também a análise de alguns de seus poemas. A metodologia utilizada parte da revisão bibliográfica, sendo utilizado o método da crítica sociológica, teóricos para a análise poética, como Goldstein (1985); Bernd (1992) entre outros e também estudos que tratam da trajetória negra na literatura nacional, como Proença Filho (2004); Medium (2017) e Duarte (2018). O trabalho poético realizado pelas poetas trazidas aqui apresentam, além de toda a beleza de sua estética, uma perspectiva histórica singular, que parte do olhar da mulher negra que, por meio de versos que transbordam força e resistência, são verdadeiros atos políticos contra séculos de discriminação contra o negro e contra a mulher negra.

Biografia do Autor

Dalila Silverio, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste

Aluna do Programa de Pós-Graduação nível mestrado - PPGL - UNIOESTE.

Kelly Cristiane Nunes, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste

Aluna do Programa de Pós-Graduação nível mestrado - PPGL - UNIOESTE.

Rosangela Alves da Silva, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste

Licenciada em Letras - Português/Espanhol pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE - Campus Cascavel, 2018. Aluna do Programa de Pós-Graduação em Letras (UNIOESTE/2019), nível Mestrado. Atuando principalmente na área da Literatura, com ênfase no romance histórico contemporâneo de mediação. Integrante do Grupo de Pesquisa Ressignificações do passado na América Latina: leitura, escrita e tradução de gêneros híbridos de história e ficção: vias para a descolonização, vinculado ao PELCA.

Valdeci Batista de Melo Oliveira, Universidade Estadual do Oeste do Paraná - Unioeste

Professora associada do Curso de Letras da UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - campus de Cascavel. Professora do Mestrado Profissional em Letras Profletras. Coordenadora do Colegiado dos Cursos de Letras Português/ Espanhol/ Inglês/Italiano, período 2018-2020.

Referências

ADORNO, Theodor. “Palestra sobre lírica e sociedade”, Notas de literatura I. Trad. Jorge de Almeida. São Paulo: Duas Cidades; Ed. 34, 2003, p-p 65-89.

ALMEIDA, Silvio Luiz de. O que é racismo estrutural? Belo Horizonte: Letramento, 2018.

AUTHIER-REVUZ, J. Heterogeneidade(s) enunciativa(s). Cadernos de Estudos Lingüísticos, Campinas, SP, v. 19, p. 25-42, 2012. DOI: 10.20396/cel. v19i0.8636824. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cel/article/view/8636824. Acesso em: 29 dez. 2020.

BERND, Zilá. Introdução à literatura negra. São Paulo: Brasiliense, 1988.

BERND, Zilá. (Org.). Poesia negra brasileira. Porto Alegre: AGE/IEL, 1992.

CADERNOS NEGROS. Os melhores poemas. Organização Quilombhoje. São Paulo: Quilombhoje / Fundo Nacional da Cultura, Ministério da Cultura, 1998.

DUARTE, Eduardo de Assis. Mulheres marcadas: literatura, gênero, etnicidade. Terra roxa e outras terras In: Revista de Estudos Literários. Volume 17-A (dez. 2009) - ISSN 1678-2054. Disponível em: http://www.uel.br/pos/letras/terraroxa- Acesso em: 14 dez. 2018.

EVARISTO, Conceição. Poemas da recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017.

GOLDSTEIN, Norma Seltzer. Versos, sons, ritmos. Editora Ática, 1985.

MARTINS, Nilce S. Introdução à Estilística. 3ª Ed. São Paulo: T. A. Queiroz, 2000.

MBEMBE, Achille. As formas africanas de auto-inscrição. Estudos afro-asiáticos, Rio de Janeiro, v. 23, n. 1, p. 171-209, Jun 2001. Available from hhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-546X2001000100007&lng=en&nrm=iso>. Acessado em 29 Dec. 2020.

POLLAK, Michael. Memória e Identidade Social. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, p. 200-212, 1992.

PROENÇA FILHO, Domício. A trajetória do negro na literatura brasileira. In: PROENÇA FILHO, Domício. Estudos Avançados, vol. 18 n°50, 2004. p. 161-193.

RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro? São Paulo: Companhia das Letras, 2018.

RIBEIRO, Esmeralda. Cadernos Negros: os melhores poemas. 1998p. 64-66)

RIBEIRO, Esmeralda. Literafro: o portal da literatura afro-brasileira. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/244-esmeralda-ribeiro/ Acesso: 14 dez. 2020.

SOUZA, Duda Porto & CARARO, Aryane. Extraordinárias. Mulheres que revolucionaram o Brasil. 1a ed. São Paulo: Seguinte, 2017.

VILARIÑO, Idea. La masa sonora del poema. Montevideo: Biblioteca Nacional, 2016.

Downloads

Publicado

30-12-2020

Como Citar

SILVERIO, D.; NUNES, K. C.; SILVA, R. A. da; OLIVEIRA, V. B. de M. Resistência e denúncia contra o racismo/machismo nas vozes de poetas mulheres negras. Travessias, Cascavel, v. 14, n. 3, p. 223–236, 2020. DOI: 10.48075/rt.v14i3.26349. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/26349. Acesso em: 5 dez. 2021.

Edição

Seção

LITERÁRIA