O EXISTENCIALISMO, O FANTÁSTICO E AS RUPTURAS DA CENA NUM DRAMA PORTUGUÊS MODERNO

Autores

  • Milca Tscherne

Resumo


Este trabalho analisa a peça Condenados à vida (1961-63), do dramaturgo português Luiz Francisco Rebello, primando por destacar dois elementos de composição: 1) a proposta dramática do teatro existencialista de confinar personagens em lugares estranhos e 2) o elemento fantástico. A situação insólita e imponderável apresentada no prólogo e no epílogo produziu rupturas dramáticas em Condenados à vida que requisitaram o elemento épico que, embora não estivesse previsto no projeto de teatro existencialista, Rebello introduziu e com ele apresentou personagens desde antes de existirem até o momento de sua morte, numa distensão temporal que só é possível ser articulada com a presença do recurso narrativo sugerido, inclusive, na classificação da peça: sequência dramática com um prólogo, duas partes e um epílogo.

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Publicado

27-10-2011

Como Citar

TSCHERNE, M. O EXISTENCIALISMO, O FANTÁSTICO E AS RUPTURAS DA CENA NUM DRAMA PORTUGUÊS MODERNO. Travessias, Cascavel, v. 5, n. 2, 2011. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/4331. Acesso em: 19 out. 2021.

Edição

Seção

CULTURA