CORPO, IMAGEM E A EFICÁCIA SIMBÓLICA DA FICCIONALIZAÇÃO DIGITAL

Autores

  • Laysmara Carneiro Edoardo

Palavras-chave:

Internet, autoexpressão, imagem

Resumo


Discutir formas de sociabilidade na contemporaneidade remete necessariamente a amplificação dos conceitos antes materializados na pessoalidade das expressões e na troca presentificada dos indivíduos, pois que a Internet passa a ser um impulso prioritário sobre construções identitárias e processos de identificação (do / no outro) de sentidos e significações da realidade. Neste sentido, as redes sociais, a exposição do Eu e o uso de intertexto compartilhados incessantemente apontam a uma nova forma comunicacional que, por sua vez, atua diretamente na reelaboração das relações sociais e da autoimagem individual, composta e reconstituída a cada novo upload. Seja pela perspectiva memética, seja ainda pelas abordagens que consideram esta uma nova forma de isolamento, a construção ficcional a que a autoimagem está sujeita atesta uma autoscopia digital, fonte de referências e narrativas que podem ser lidas de acordo com as conexões realizadas pelo seu autor. Para tanto, cogitando-se estabelecer diálogo entre a realidade digital, a teoria clássica socioantropológica, a literatura sobre o tema e a ficção em si, propõe-se o exame sobre a rede social Facebook numa breve tipologia cartográfica, buscando estabelecer uma propositiva analítica que reconheça as redes sociais como fontes ficcionais, assim como as redes estabelecidas na materialidade dos contatos ‘seculares’, a partir do comparativo com a construção ficcional realizada pelas próprias personagens em obras literárias e imagéticas, articulando assim o conceito de virtude a estas fontes autobiográficas.

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Publicado

18-09-2012

Como Citar

CARNEIRO EDOARDO, L. CORPO, IMAGEM E A EFICÁCIA SIMBÓLICA DA FICCIONALIZAÇÃO DIGITAL. Travessias, Cascavel, v. 6, n. 2, 2012. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/6677. Acesso em: 25 out. 2021.

Edição

Seção

DOSSIÊ TEMÁTICO: SEXUALIDADE, EROTISMO E CORPO