BOCA DE OURO: “SOU O QUE FALAM DE MIM”

Autores

  • Cássia Peres Martins
  • Roselene de Fátima Coito

Palavras-chave:

Posição sujeito, Autoria, Produção de sentidos.

Resumo


Este trabalho tem como objetos de análise a peça teatral “Boca de Ouro”, escrita em 1959, pelo dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, e sua adaptação para o cinema, homônima, dirigida por Nelson Pereira dos Santos, lançada em 1962. A abordagem teórica que servirá de base para a referida análise será a da análise do discurso de orientação francesa, bem como demais teorias que possam contribuir. Fruto de uma pesquisa básica de cunho bibliográfico e interpretativo, o presente trabalho apresentará reflexões a respeito das posições sujeito, dedicando atenção às personagens a partir da materialidade do texto teatral, observando se estas posições são deslocadas na materialidade fílmica. Verificar-se-á, além desta possibilidade de posições do sujeito, a inclusão ou retiradas de diálogos, os sentidos preservados, destituídos ou acrescidos, por meio de elementos que compõem o todo da produção cinematográfica, tais como músicas, cenários, figurinos, constituição da imagem por meio da movimentação da câmera (primeiros e segundos planos, focalização, etc). Tal reflexão é feita sem deixar de considerar que a materialidade do filme é fruto de uma produção coletiva, comandada por um diretor, havendo responsáveis diferentes para fotografia, cenografia, montagem e trilha sonora, além da intervenção na criação das personagens por cada ator. Desta forma, serão apresentados resultados das análises de um processo de re-significação pelo qual passa o discurso rodriguiano ao ser levado ao cinema.

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Publicado

03-09-2013

Como Citar

MARTINS, C. P.; COITO, R. de F. BOCA DE OURO: “SOU O QUE FALAM DE MIM”. Travessias, Cascavel, v. 7, n. 1, 2013. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/7348. Acesso em: 21 out. 2021.

Edição

Seção

LINGUAGEM