O CINEMA E AS POSSIBILIDADES DE REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA

Autores

  • Fabio Luciano Francener Pinheiro

Resumo


Inicio evocando o cinema, um dos lugares de ancoragem da memória a partir do final do século XIX, com um trecho do filme Amador (Amator, 1979), do cineasta polonês Kryztof Kieslowski. A obra retrata o cotidiano de um jovem operário que compra uma câmera amadora, que funciona com rolos de filmes, para registrar os primeiros passos de sua filha recém-nascida. Ele se empolga com o equipamento e passa a filmar a rotina de seus amigos e vizinhos, até que é convocado para filmar eventos em seu local de trabalho. Certo dia este empolgado cineasta do cotidiano registra uma senhora na janela de seu apartamento. É uma imagem de alguns poucos segundos de duração. Tempos depois esta mulher morre. O cineasta então presenteia o filho dela com uma lata que preserva o pedaço de filme com as preciosas imagens da idosa. Ao receber a lata, o filho emocionado reconhece que aquilo é tudo que ficou da existência de sua mãe.

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Publicado

01-01-2000

Como Citar

PINHEIRO, F. L. F. O CINEMA E AS POSSIBILIDADES DE REPRESENTAÇÃO DA MEMÓRIA. Travessias, Cascavel, v. 7, n. 2, 2000. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/travessias/article/view/9266. Acesso em: 28 out. 2021.

Edição

Seção

DOSSIÊ TEMÁTICO: ARTE, COMUNICAÇÃO, CINEMA, MEMÓRIA E CULTURAS HÍBRIDAS