USO DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA NA DISMENORREIA PRIMÁRIA EM MULHERES JOVENS

Autores

  • Rafaela Dresch Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Maria Carolina Torrilhas
  • Yngrid Haiany Monteiro de Oliveira Navarro
  • Marcia Rosângela Buzanello
  • Gladson Ricardo Flor Bertolini

DOI:

https://doi.org/10.48075/vscs.v3i2.18251

Palavras-chave:

Dismenorreia, Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea, Medição da Dor.

Resumo


Dismenorreia, palavra derivada do grego, caracteriza-se pela dor na região abdominopélvica. Dor cíclica que pode ser acompanhada por cefaleia, vômitos, tontura, sensação de inchaço, entre outros sintomas. A dismenorreia primária, comumente diagnosticada, não apresenta nenhuma anormalidade pélvica, iniciando normalmente na adolescência. Nota-se que durante o seu acontecimento, ocorre o aumento da produção de prostaglandinas no útero durante o ciclo menstrual, acarretando o aumento da dor. Aproximadamente de 50 a 70% das mulheres apresentam dor uterina em algum momento de sua vida, sendo que, em média, 10% tornam-se incapazes de realizar suas atividades habituais. Como recurso para alívio da dor, a fisioterapia oferece tratamentos, dentre estes, pode-se citar a Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS), método que estimula nervos periféricos por meio de eletrodos fixados à pele, que atua nos sistemas moduladores da dor, elevando a tolerância à mesma e causando analgesia local. Este estudo teve como objetivo analisar o efeito da TENS como tratamento da dor gerada pela dismenorreia primária em jovens nulíparas. Realizou-se um estudo quantitativo, experimental com 20 voluntárias distribuídas aleatoriamente em 2 grupos de 10, sendo o primeiro grupo controle, enquanto o segundo, grupo tratamento. Foram inclusas mulheres jovens com idades entre 18 e 26 anos que apresentassem dismenorreia primária e que não fizessem nenhum tipo de eletroestimulação como tratamento no período em que participariam do estudo. A avaliação da dor foi realizada através da EVA e McGill, antes e após a aplicação da TENS, que teve duração de 30 minutos, com frequência de 100Hz e duração de pulso 200 μs, com intensidade forte, porém confortável, diariamente. As pacientes foram posicionadas em decúbito ventral para colocação de 4 eletrodos distribuídos paralelamente à coluna vertebral, bilateralmente, entre as vértebras L3 e S3. O grupo controle foi submetido a um procedimento semelhante, porém o equipamento permaneceu desligado durante todo o tempo. Observou-se um aumento significativo no alívio da dor no grupo que recebeu a eletroestimulação comparado ao grupo controle. Conclui-se com este estudo que a TENS teve eficácia significativa no tratamento da dor causada pela dismenorreia primária em jovens nulíparas.

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Publicado

29-12-2017

Como Citar

DRESCH, R.; TORRILHAS, M. C.; NAVARRO, Y. H. M. de O.; BUZANELLO, M. R.; BERTOLINI, G. R. F. USO DA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA NA DISMENORREIA PRIMÁRIA EM MULHERES JOVENS. Varia Scientia - Ciências da Saúde, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 262, 2017. DOI: 10.48075/vscs.v3i2.18251. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/variasaude/article/view/18251. Acesso em: 7 ago. 2022.

Edição

Seção

II JORNADA ACADÊMICA DE FISIOTERAPIA