EFEITOS DO EXERCÍCIO DE ALONGAMENTO MECÂNICO PASSIVO ESTÁTICO NA MEMBRANA SINOVIAL DA ARTICULAÇÃO TALOCRURAL DE RATOS WISTAR FÊMEAS

Autores

  • José Fernando Baumgartner Maciel Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Katia Janine Veiga
  • Talita Gianello Gnoatto Zotz
  • Anna Raquel Silveira Gomes
  • Rose Meire Costa Brancalhão
  • Lucinéia de Fátima Chasko Ribeiro

DOI:

https://doi.org/10.48075/vscs.v3i2.18261

Palavras-chave:

Envelhecimento, Membrana Sinovial, Exercícios de Alongamento Muscular.

Resumo


A diminuição da mobilidade é uma das causas das disfunções musculoesqueléticas relacionadas ao envelhecimento. O estresse mecânico promovido pelo exercício de alongamento, contribui para alterar a arquitetura musculoesquelética. Objetivou-se verificar e comparar os efeitos do alongamento mecânico passivo estático na morfologia da articulação talocrural de ratos Wistar fêmeas. Para tal, foi realizado um estudo qualitativo, do tipo experimental, randomizado, controlado e cego, onde dezenove Rattus norvegiccus, linhagem Wistar albino, fêmeas foram divididas aleatoriamente em grupo jovem alongamento (GJA, n=5, 6 meses), grupo jovem controle (GJC, n=5, 6 meses), grupo idoso alongamento (GIA, n=5, 26 meses) e grupo idoso controle (GIC, n=4, 26 meses). O protocolo de alongamento mecânico passivo estático do músculo sóleo esquerdo, foi realizado por meio de um aparato de alongamento, 3 vezes por semana, durante 3 semanas. Foi realizada 1 série de 4 repetições com duração de 60 segundos cada e intervalo de 30 segundos entre as repetições. No dia seguinte à última sessão de alongamento, após eutanásia, as articulações do tornozelo foram coletadas, fixadas em formol a 10% e seguiram protocolo para emblocamento em parafina. Posteriormente, foi realizado cortes de 5 µm e as lâminas coradas em hematoxilina e eosina. Após a confecção das lâminas, as mesmas foram analisadas e fotomicrografadas em microscópio de luz (Olympus®), sendo avaliadas características morfológicas da membrana sinovial. Nos grupos GJC e GJA a morfologia da membrana sinovial se apresentou com características normais, com duas ou três camadas de sinoviócitos na íntima sinovial e na subíntima, com predominância de células adiposas. No GIC a membrana sinovial apresentouse alterada, com aumento da espessura e do número de sinoviócitos da íntima sinovial e na subíntima foi verificado diminuição do número de células adiposas e presença de tecido conjuntivo. No GIA, a membrana sinovial apresentou aspectos normais na íntima e na subíntima, diminuição do número de adipócitos e presença de pequena quantidade de tecido conjuntivo fibroso. Foi verificado que o exercício de alongamento teve efeito benéfico na reversão das alterações degenerativas decorrentes do envelhecimento, podendo manter ou melhorar a morfologia da membrana sinovial da articulação do tornozelo de ratas idosas.

Downloads

Publicado

29-12-2017

Como Citar

MACIEL, J. F. B.; VEIGA, K. J.; ZOTZ, T. G. G.; GOMES, A. R. S.; BRANCALHÃO, R. M. C.; RIBEIRO, L. de F. C. EFEITOS DO EXERCÍCIO DE ALONGAMENTO MECÂNICO PASSIVO ESTÁTICO NA MEMBRANA SINOVIAL DA ARTICULAÇÃO TALOCRURAL DE RATOS WISTAR FÊMEAS. Varia Scientia - Ciências da Saúde, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 256, 2017. DOI: 10.48075/vscs.v3i2.18261. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/variasaude/article/view/18261. Acesso em: 20 ago. 2022.

Edição

Seção

II JORNADA ACADÊMICA DE FISIOTERAPIA