CORRENTE INTERFERENCIAL NA DOR MUSCULAR TARDIA

Autores

  • Carlos Augusto Lorenzetti Heinzen Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Dayane Batista Franzes
  • Vanessa Cristina Vieira
  • Jamile Irene Schäfer
  • Gladson Ricardo Flor Bertolini

DOI:

https://doi.org/10.48075/vscs.v3i2.18268

Palavras-chave:

Mialgia Epidêmica, Medição da dor, Analgesia.

Resumo


Indivíduos que iniciam uma nova atividade física ou que aumentam a intensidade do exercício podem desenvolver a Dor Muscular de Início Tardio (DMIT), levando a perda de força, coordenação e movimentos compensatórios. Alguns recursos podem ser utilizados para o tratamento da DMIT, dentre eles a eletrofototermoterapia. A Corrente Interferencial (CI) é uma técnica de estimulação elétrica, que penetra profundamente e mantém bons efeitos analgésicos, pela “teoria das comportas”, bloqueio nervoso, aumento da circulação local e placebo. Este trabalho teve como objetivo avaliar o uso do interferencial sobre a DMIT. Foram recrutados 14 indivíduos saudáveis, sedentários, com média de idade de 21,8 anos, que nunca tivessem realizado qualquer tipo de eletroestimulação. A amostra foi distribuída aleatoriamente em Grupo Placebo e Grupo Experimental. Para avaliação da dor foi utilizada a EVA e Algômetro de pressão. Visando promover a DMIT, os participantes realizaram movimentos concêntricos e excêntricos para o tríceps sural, realizando planti e dorsiflexões, em ortostatismo, sobre um degrau de 20 cm de altura (3 séries de 20 repetições). A carga foi dada apenas pelo peso do corpo e ação da gravidade. Para a eletroestimulação, os eletrodos foram posicionados no ventre no músculo gastrocnêmio lateral e medial, durante 20 minutos, com intensidade forte e confortável, com frequência base de 4 kHz, na forma bipolar e com frequência modulada pela amplitude (AMF) de 100Hz.  Para a comparação dos dados da EVA e do Algômetro de Pressão, foram realizadas comparações intragrupos com uso de Anova medidas repetidas e para a comparação entre os dois grupos, o Teste T não pareado. Em ambos os casos o nível de significância aceito foi 5%. Os dados foram apresentados em média e desvio padrão. Houve diferenças intragrupos. AV1 do grupo placebo foi diferente de todas as seguintes, o que não ocorreu no grupo experimental. Na comparação entre os grupos houve diferenças significativas: em AV3, AV4, AV6 e AV8. Na avaliação da dor à pressão houve diferença estatística intragrupo, apenas para o placebo, sendo que AV3 mostrou-se menor do que AV7. Conclui-se que a corrente interferencial foi eficaz para a redução da sensação de dor muscular de início tardio. 

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Publicado

29-12-2017

Como Citar

HEINZEN, C. A. L.; FRANZES, D. B.; VIEIRA, V. C.; SCHÄFER, J. I.; BERTOLINI, G. R. F. CORRENTE INTERFERENCIAL NA DOR MUSCULAR TARDIA. Varia Scientia - Ciências da Saúde, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 253, 2017. DOI: 10.48075/vscs.v3i2.18268. Disponível em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/variasaude/article/view/18268. Acesso em: 7 ago. 2022.

Edição

Seção

II JORNADA ACADÊMICA DE FISIOTERAPIA